São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Organizações europeias pedem plano para abandonar combustíveis fósseis

Mais de 200 organizações querem que Ursula von der Leyen encomende um relatório sobre a transição energética da Europa.

Organizações europeias pedem plano para abandonar combustíveis fósseis

A Comissão Europeia enfrenta pressão para elaborar um relatório independente e baseado na ciência sobre a saída da Europa dos combustíveis fósseis. O pedido é feito por mais de 200 organizações europeias e nacionais, incluindo 16 associações industriais, que querem que Ursula von der Leyen use seu discurso sobre o Estado da União, marcado para 16 de setembro, para lançar a iniciativa.

O discurso é usado para revisar o último ano, definir prioridades da União Europeia e anunciar novas iniciativas. Depois, costuma haver um debate com deputados do Parlamento Europeu.

Nova crise e custo das importações

Em 2022, von der Leyen afirmou que a dependência do petróleo havia sido um erro para o clima, as finanças públicas e a independência da Europa. Quatro anos depois, o continente enfrenta outra crise energética, associada à guerra contra o Irã e ao fechamento temporário do estreito de Ormuz, rota que normalmente transporta cerca de um quinto do petróleo e do gás fornecidos no mundo.

A Comissão Europeia informou, em julho, que a União Europeia havia gastado mais de 50 bilhões de euros adicionais na importação de combustíveis fósseis desde o início do conflito. O valor é estimado agora em cerca de 70 bilhões de euros, com parte significativa dos custos recaindo sobre as famílias.

Ao mesmo tempo, a energia solar gerou economias de 32,2 bilhões de euros ao evitar importações adicionais de gás e ampliar a produção interna de eletricidade. A União Europeia afirma que uma transição energética acelerada, com a eletrificação no centro, poderia reduzir até 2040 as importações de gás em mais de 70% e as de petróleo bruto em mais de 40%.

Chiara Martinelli, da CAN Europe, disse que os europeus estão pagando duas vezes pela dependência dos combustíveis fósseis: pelos preços da energia e pela exposição geopolítica, além dos custos humanos e econômicos dos desastres climáticos. Para ela, as duas crises têm a mesma origem.

Riscos econômicos e climáticos

Martinelli defende que a Europa não pode construir uma economia segura com um sistema energético sujeito a guerras e bloqueios de rotas marítimas. A entidade pede um relatório com peso político semelhante ao relatório Draghi, elaborado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi.

Léa Malfrait, da Electrification Alliance, afirmou que 75% das empresas da União Europeia consideram os custos de energia um obstáculo relevante ao investimento.

O texto também relaciona a continuidade do uso de combustíveis fósseis a eventos extremos. Agosto teria sido o mês mais quente do mundo, junto com julho de 2023. Ondas de calor no verão foram associadas a pelo menos 35.000 mortes adicionais na Europa, enquanto mais de 637.000 hectares foram queimados por incêndios florestais. Estimativas preliminares indicam ainda que o calor extremo poderia reduzir em cerca de 180 bilhões de euros a produção econômica da União Europeia, anulando o crescimento previsto para 2026.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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