São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Europeus querem mais união, mas veem futuro do bloco em risco

Estudo aponta que a maioria mantém uma visão positiva da Europa, embora duvide da capacidade do bloco de cumprir esse projeto.

Europeus querem mais união, mas veem futuro do bloco em risco

Um estudo do European Council on Foreign Relations (ECFR) e da European Cultural Foundation (ECF) mostra que a maioria dos europeus ainda defende uma Europa mais forte e unida, mas perdeu confiança na capacidade de o bloco alcançar esse objetivo. A pesquisa ouviu quase 6.000 pessoas em seis países.

Em média, 68% dos entrevistados descrevem o momento atual da Europa como de deterioração geral ou perda de normalidade. Apenas 12% enxergam um período de despertar ou renovação. O pessimismo supera 80% na França e também é majoritário no Reino Unido, embora com menor margem.

Guerra e economia estão entre as principais preocupações

A guerra e a segurança aparecem como os maiores desafios para 43% dos entrevistados. Na Polônia e no Reino Unido, o índice chega a 47%. A pressão econômica vem em seguida, apontada por 33%. O percentual alcança 41% na Itália, enquanto fica em 23% na Polônia e nos Países Baixos.

A avaliação sobre a resposta europeia é negativa: 74% consideram que o bloco administra mal os desafios, e 56% dizem que o futuro da Europa está em perigo. Apenas 21% discordam dessa avaliação.

Apesar disso, 73% mantêm uma visão positiva sobre o futuro europeu. Outros 14% têm uma perspectiva negativa, e 13% não apresentam uma visão definida. Para as próximas duas décadas, as principais expectativas são mais unidade e integração política, além de paz, segurança, prosperidade e bem-estar compartilhado.

O estudo identifica a falta de confiança como uma lacuna de imaginação, e não como uma rejeição ao projeto europeu. Para 32% dos entrevistados, a Europa age de forma lenta demais. A crítica ultrapassa 40% na Alemanha e nos Países Baixos. Outros 30% consideram o bloco inconsistente e incapaz de cumprir os valores que afirma defender.

Além disso, 44% não conseguiram mencionar um exemplo recente de ação europeia bem-sucedida. Para os pesquisadores, a ausência de resultados visíveis dificulta a construção de um caminho entre a Europa atual e aquela que os cidadãos desejam.

Pawel Zerka, pesquisador sênior do ECFR e autor principal do estudo, afirmou que o problema é de credibilidade, não de compromisso. O relatório recomenda menos ênfase em grandes promessas e mais demonstrações concretas de resultados percebidos no cotidiano.

Durante o discurso sobre o Estado da União, Ursula von der Leyen disse que, “na economia de hoje, a rapidez é essencial”. Ela também afirmou que existe uma batalha de narrativas para enfraquecer a confiança na Europa. O estudo indica que essa disputa dependerá mais de resultados concretos do que de retórica.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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