São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Guerra com o Irã reduz exportações e aviação no Golfo, diz Banco Mundial

Instituição projeta retração média de 4,3% nas seis economias do Conselho de Cooperação do Golfo neste ano.

Guerra com o Irã reduz exportações e aviação no Golfo, diz Banco Mundial

O Banco Mundial prevê que as seis economias do Conselho de Cooperação do Golfo encolham, em média, 4,3% neste ano. A instituição atribui a projeção aos efeitos da guerra com o Irã sobre as exportações de energia, a aviação, o comércio e a atividade empresarial na região.

A alta dos preços do petróleo não compensou a redução dos volumes exportados, segundo a atualização regional divulgada pelo banco. Com menos embarques, caíram a produção e as receitas dos governos. A estimativa considera todo o ano e inclui setores além da indústria petrolífera.

Dados provisórios da Kpler indicam que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio superaram os níveis anteriores à guerra em 14 dias de setembro. Os carregamentos passaram pelo estreito de Ormuz e por rotas alternativas.

Gás e abastecimento europeu

Parte dos embarques de gás continua ocorrendo. Quatro navios com gás natural liquefeito do Catar reapareceram ao largo de Ormuz por volta de 2–3 de outubro, de acordo com dados citados no texto.

A empresa italiana Edison informou, em 28 de setembro, que a QatarEnergy havia estendido a declaração de força maior até o início de dezembro e não poderia entregar novos carregamentos programados. O aviso elevou para 35 o total de embarques afetados entre abril e o início de dezembro, equivalentes a cerca de 4,6 bilhões de metros cúbicos destinados ao terminal Adriatic LNG, na Itália.

A Edison disse ter comprado fornecimentos de substituição e continuar apta a cumprir os compromissos com os clientes.

Aviação registra menos passageiros

O tráfego de passageiros das companhias aéreas do Oriente Médio caiu 14,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo. A capacidade disponível recuou 9,3%, pois o movimento de passageiros diminuiu mais rapidamente.

O consultor de aviação Omar Hashmi afirmou que Emirates, Qatar Airways e Etihad estão transportando passageiros em conexão por seus hubs, além de visitantes com destino ao Golfo. As rotas mais longas também aumentam os custos com combustível. “Quando o espaço aéreo é encerrado e as rotas ficam mais longas, surge também o problema de os horários dos voos mudarem”, disse Hashmi.

O Catar afirmou, em uma conferência em Doha, que “todo o mundo está a pagar” pelo conflito. O Banco Mundial alertou ainda que danos à infraestrutura e adiamentos de investimentos podem continuar limitando o crescimento após o fim das perturbações imediatas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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