São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Informático nada até o trabalho e recolhe lixo nos canais de Zurique

Mischa Gurov percorre 1,35 quilômetro a nado e encontrou peixes, lixo e uma truta-marrom no Schanzengraben.

Informático nada até o trabalho e recolhe lixo nos canais de Zurique

O informático Mischa Gurov nada diariamente até o trabalho pelo Schanzengraben, antigo fosso de fortificação de Zurique. No trajeto, ele percorre 1,35 quilômetro e, sempre que possível, retira lixo da água.

Gurov se mudou para Zurique em 2019. Quando o clima permite, ele usa o transporte público até o centro, troca de roupa e entra no canal com seus pertences guardados em uma bolsa impermeável. Neste ano, já nadou mais de 60 quilômetros.

Durante uma dessas travessias, levou uma câmera subaquática e registrou peixes, paredes antigas e uma parte da cidade que não é facilmente vista da rua. Com ajuda da Entsorgung + Recycling Zürich (ERZ), responsável pela gestão de resíduos e pela proteção das águas da cidade, identificou um dos peixes como uma rara truta-marrom do Schanzengraben.

A espécie precisa de água limpa, fria e rica em oxigênio. Para Gurov, a presença do peixe mostra a importância de preservar o canal. “Às vezes há todo um mundo a viver quase despercebido debaixo de uma ponte”, afirmou.

Lixo e qualidade da água

No início deste verão, Gurov contou quantas bitucas de cigarro conseguiria recolher em um trecho do canal. Em 30 minutos, juntou mais de 500 bitucas ao longo de cerca de 30 metros.

Na Suíça, mais de seis bilhões de bitucas são descartadas no ambiente todos os anos, segundo os dados apresentados no texto. A limpeza custa cerca de 53 milhões de francos suíços (56 milhões de euros). Na água, as toxinas liberadas pelas bitucas podem matar peixes.

Gurov defende regras mais rigorosas e multas maiores para quem joga lixo no chão. Atualmente, a infração pode resultar em multa imediata de 80 a 250 francos suíços (85-266 euros).

O lago de Zurique fornece cerca de 70 por cento da água potável da cidade. No verão, 18 piscinas oficiais funcionam ao longo do lago e do rio Limmat, e 4 500 pessoas participam da Limmatschwimmen, prova anual de dois quilômetros a nado.

O verão mais quente e seco já registrado na Suíça aumentou a presença de algas nas vias de água de Zurique. Gurov diz que a conservação depende de moradores, comunidades, empresas e autoridades. “Manter a Suíça limpa é uma responsabilidade partilhada”, afirmou.

Moradores da Suíça poderão participar do Dia Nacional de Limpeza da IGSU, o Grupo de Interesse por um Ambiente Limpo, em 18 e 19 de setembro de 2026. Às 7 horas desse dia, Gurov planeja nadar todo o Schanzengraben usando um capacete decorado com 1 000 bitucas usadas e uma campainha suíça, em um protesto contra a poluição da água.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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