São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Irlanda anuncia boicote à Eurovisão de 2027 por participação de Israel

A emissora pública RTÉ também não transmitirá o concurso, marcado para a Bulgária, após a decisão dos Países Baixos.

Irlanda anuncia boicote à Eurovisão de 2027 por participação de Israel

A Irlanda não participará do Festival Eurovisão da Canção em 2027 e também não transmitirá o concurso, informou a emissora pública RTÉ. O boicote será o segundo consecutivo do país e ocorre em protesto contra a participação de Israel, diante da situação humanitária em Gaza.

Em comunicado, a RTÉ afirmou que a presença irlandesa não pode ser justificada diante da “perda de vidas em Gaza”. A emissora também disse estar preocupada com a falta de acesso independente de jornalistas internacionais ao território.

A edição de 2027 será realizada na Bulgária, com a grande final prevista para a Arena Burgas, em Burgas, em 15 de maio. A Irlanda venceu o concurso sete vezes entre 1970 e 1996 e divide o recorde de vitórias com a Suécia.

O diretor da Eurovisão, Martin Green, lamentou a decisão, mas disse respeitar a posição da RTÉ. Em 2026, a emissora irlandesa havia se retirado da competição em Viena depois que a União Europeia de Radiodifusão confirmou a participação da emissora pública israelense KAN.

A decisão irlandesa ocorre após a estação holandesa AvroTros anunciar que também boicotará a edição de 2027. A emissora afirmou que o concurso deixou de ser compatível com credibilidade, independência e humanidade e que não pode ser considerado neutro enquanto um país participante estiver envolvido em um conflito militar de grande escala.

Irlanda e Países Baixos estavam entre os cinco países que não participaram da edição de 2026, ao lado de Espanha, Islândia e Eslovênia. Ainda não foi informado se esses três países adotarão a mesma medida.

O Hamas lançou um ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza informou mais de 73 000 mortos nos três anos de bombardeios israelenses. Relatórios de uma comissão independente da ONU e de organizações como Anistia Internacional e Human Rights Watch classificaram as ações de Israel como genocídio. Israel rejeitou as acusações, classificando-as como difamatórias e distorcidas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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