São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

IFI projeta rombo nas contas públicas e alta da dívida em 2027

Instituição estima déficit de R$ 86,1 bilhões e diz que governo precisaria bloquear R$ 35,7 bilhões para cumprir a meta fiscal.

IFI projeta rombo nas contas públicas e alta da dívida em 2027

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado estima que o governo federal terá déficit primário de R$ 86,1 bilhões em 2027 e não conseguirá atingir a meta prevista no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). O texto estabelece um superávit de R$ 18,6 bilhões para o resultado primário.

Para cumprir formalmente esse objetivo, seria necessário congelar ao menos R$ 35,7 bilhões em despesas ao longo de 2027, segundo a instituição. A IFI também projeta que a dívida do setor público avance de 82,5% para 86,4% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do próximo ano.

A previsão para o crescimento da economia é de 1,8% em 2027, abaixo dos 2,5% estimados pelo governo federal. O relatório relaciona os juros elevados ao aumento da dívida e afirma que as restrições orçamentárias reduzem o espaço fiscal. Nesse cenário, despesas com obras, investimentos e serviços públicos tendem a ser cortadas, de acordo com a avaliação da IFI.

Programas sociais e despesas previstas

Apesar das limitações, a instituição afirma que os principais programas sociais e de distribuição de renda estão garantidos no Orçamento de 2027. O Bolsa Família deverá receber R$ 157,1 bilhões, enquanto o Benefício de Prestação Continuada (BPC) terá R$ 145,1 bilhões. Abono salarial e seguro-desemprego somam R$ 104,7 bilhões.

O projeto também reserva R$ 10,5 bilhões para o Pé-de-Meia. A proposta inclui o novo salário-paternidade, com início em 1º de janeiro, e amplia o salário-maternidade para trabalhadoras autônomas e rurais. Os precatórios devem consumir R$ 97,7 bilhões, valor R$ 24,6 bilhões inferior ao previsto para 2026.

Enviado pelo governo ao Congresso em agosto, o projeto será analisado pelos parlamentares.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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