Israel afirmou que o Hezbollah violou o acordo de cessar-fogo no Líbano ao manter estruturas militares em áreas civis e realizar ataques com drones. A declaração foi divulgada nesta segunda-feira (7), após bombardeios israelenses matarem 11 pessoas no sul do país durante a noite de domingo (6) para segunda-feira, segundo a Agência Nacional de Informação (ANI), órgão oficial libanês.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que o grupo mantém depósitos de armas, infraestrutura militar e centros de comando em áreas civis. Segundo o ministério, essas ações desrespeitam as regras do compromisso mediado pelos Estados Unidos e estabelecido em 3 de junho. Em uma mensagem no X, a pasta afirmou: “Essas violações não serão toleradas”.
Ataques em Kfar Remmane e Deir Zahrani
Nove pessoas morreram quando um bombardeio destruiu um prédio residencial em Kfar Remmane, de acordo com a ANI. Dois socorristas também morreram dentro de um veículo atingido na mesma cidade. O edifício de três andares foi completamente destruído, e equipes de resgate procuravam possíveis vítimas entre os escombros na manhã de segunda-feira.
Moradores de Kfar Remmane haviam retornado após a trégua de junho, depois de terem sido deslocados pela guerra entre Israel e o Hezbollah. Após o ataque, deixaram novamente suas casas. O bombardeio não foi precedido por aviso do Exército israelense.
Em Deir Zahrani, uma aldeia vizinha, os militares ordenaram a retirada dos moradores antes de atacar o que descreveram como uma instalação do Hezbollah. O aviso em árabe foi publicado no Telegram depois que o grupo lançou um drone explosivo em direção às forças israelenses. Segundo a ANI, a Força Aérea israelense destruiu o prédio cerca de 22 minutos depois.
O Exército israelense declarou que os ataques recentes foram uma resposta ao lançamento de dois drones do Hezbollah contra seus soldados. Na sexta-feira (4), quatro pessoas morreram em bombardeios; no domingo (6), outras sete morreram em ataques contra localidades do sul do Líbano.
Pedido de apoio internacional
O Hezbollah iniciou, em março, ataques contra Israel em apoio ao Irã, seu aliado, e as represálias israelenses causaram mais de 4.300 mortes, segundo as autoridades libanesas. Os confrontos diminuíram desde junho, mas Israel continua realizando ataques esporádicos no sul do país e ocupa uma faixa de cerca de dez quilômetros ao longo da fronteira.
Após os ataques de domingo, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que atuem para “fazer cessar” os bombardeios, que classificou como uma “escalada perigosa”. Novas negociações entre autoridades libanesas e israelenses são esperadas para este mês, sem data anunciada.







