LÍBANO — Israel afirmou nesta sexta-feira (11) que pode ampliar os ataques contra o Hezbollah depois de destruir um complexo subterrâneo atribuído ao grupo no sul do Líbano. A operação ocorreu na crista de Ali Taher, na região de Nabatieh, área ocupada pelo Exército israelense.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país está preparado para manter a ofensiva, inclusive em outros pontos. “Estamos prontos para prosseguir com a campanha, continuar atacando o Hezbollah, inclusive em outros locais”, declarou em comunicado.
A explosão das instalações, ocorrida na noite de quinta-feira, foi registrada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como um tremor de magnitude 4,1. Vídeos divulgados pelas autoridades israelenses e nas redes sociais mostram uma grande explosão e uma parede de fogo saindo do solo.
Israel afirma que pretende estabelecer uma zona de segurança para impedir ataques do Hezbollah contra localidades do norte israelense. Depois da destruição dos túneis, Katz declarou que a área oferece proteção às comunidades e permite ao Exército manter o controle e ameaçar o grupo em território libanês.
Túneis e controle da área
O Exército israelense havia informado, na semana passada, que tomou a crista de Ali Taher. A posição fica ao norte do rio Litani e na extremidade da área ocupada por Israel no sul do Líbano.
Segundo Israel, o Hezbollah escavou túneis que poderiam ser usados para lançar drones e mísseis contra posições militares israelenses no sul do Líbano e contra o norte de Israel. Na noite de quinta-feira, o Exército afirmou ter mapeado cerca de cinco quilômetros de túneis e estradas na região montanhosa.
A tomada da crista é apresentada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como uma vitória estratégica antes das eleições legislativas previstas para o fim de outubro. A medida ocorre em um contexto de desgaste da imagem de Netanyahu como garantidor da segurança de Israel após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O Hezbollah levou o Líbano à guerra regional em março, em solidariedade ao Irã. A violência diminuiu desde o acordo entre Irã e Estados Unidos, em junho, paralelamente a um acordo entre Líbano e Israel.
Durante as negociações, os Estados Unidos propuseram que o Exército libanês assumisse o controle da crista. Segundo uma fonte próxima aos participantes, o Hezbollah recusou a proposta.







