São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Israel barra líder Verde britânico após partido equiparar sionismo ao racismo

Zack Polanski foi impedido de entrar em Israel após uma resolução aprovada por 1.022 votos a 813 na conferência anual dos Verdes.

Israel barra líder Verde britânico após partido equiparar sionismo ao racismo

Israel impediu a entrada de Zack Polanski, líder do Partido Verde do Reino Unido, depois que os integrantes da legenda aprovaram uma resolução que define o sionismo como racismo. A decisão foi tomada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar, após a conferência anual do partido.

A resolução foi aprovada por 1.022 votos a 813. O texto determina que o sionismo seja tratado como qualquer outra forma de racismo e defende um único Estado palestiniano democrático em toda a Palestina histórica.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel classificou a resolução como antissemita e afirmou que a proibição contra Polanski é um primeiro passo. O presidente israelense, Isaac Herzog, chamou a decisão de uma vergonha e afirmou que o sionismo é o movimento de libertação nacional do povo judeu e a base do direito dos judeus a um Estado e a uma pátria nacional na Terra de Israel.

Reação de organizações judaicas

O Conselho dos Judeus Britânicos, a Community Security Trust e o Jewish Leadership Council haviam escrito ao Partido Verde antes da votação. As organizações disseram que a proposta poderia transformar a legenda no primeiro partido britânico com peso eleitoral, na memória recente, a adotar uma plataforma política abertamente antissemita.

A Community Security Trust, que monitora o antissemitismo, registrou 1.926 incidentes na primeira metade de 2026, incluindo 135 agressões — o segundo maior total semestral de sua história e um recorde de agressões. As entidades também citaram ataques contra judeus e locais comunitários no Reino Unido.

Divisão entre os Verdes

A decisão foi criticada pelo Partido Trabalhista, que está no governo, e pelo Partido Conservador, que está na oposição. A presidente trabalhista e ministra para as Mulheres e Igualdade, Bridget Phillipson, condenou a rejeição à solução de dois Estados e a associação entre o apoio à existência de Israel e o racismo.

O porta-voz conservador para os Assuntos Internos, Chris Philp, afirmou que judeus britânicos não deveriam ter de renunciar à autodeterminação judaica e à existência de Israel para serem aceitos por um partido.

Pelo menos três dos cinco deputados verdes se opuseram à moção. Polanski não participou da votação. Os Verdes têm cinco dos 650 lugares no Parlamento britânico. Em comunicado conjunto, o líder e os deputados disseram não haver conflito entre apoiar os direitos dos palestinianos e os direitos do povo judeu.

A legenda ganhou popularidade sob a liderança de Polanski, mas pesquisas indicam recuo nos últimos meses após erros atribuídos ao partido. Investigadores das Nações Unidas acusaram Israel de genocídio na guerra em Gaza, conclusão rejeitada pelo governo israelense.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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