O presidente francês Emmanuel Macron e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defenderam o fortalecimento da indústria espacial europeia durante uma cúpula internacional realizada em Paris. O encontro é organizado por França e Alemanha e ocorre no Grand Palais.
Macron classificou o setor espacial europeu como “frágil” e pediu o reforço das capacidades do continente, com uma estrutura conjunta de coordenação para a indústria. Ele também afirmou que o espaço é um bem comum global ainda sem regras compatíveis com os desafios atuais.
O presidente francês disse que a cúpula deverá resultar na assinatura de mais de 51 acordos, que somam cerca de 20 bilhões de euros em investimentos.
Von der Leyen destacou que o espaço é relevante para a pesquisa científica e para a defesa europeia. Ao mencionar a guerra da Rússia na Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia afirmou que o acesso e a atuação no espaço influenciam a prosperidade, a segurança e a independência do continente.
Ela citou o uso de comunicações por satélite para manter soldados conectados e de imagens de satélite para identificar movimentos a centenas de quilômetros de distância.
Investimentos e dependência externa
A Europa investiu historicamente 0,07% do PIB em programas espaciais, enquanto os Estados Unidos aplicaram 0,24%. Em novembro de 2025, a Agência Espacial Europeia aprovou um orçamento recorde de 22,3 bilhões de euros para o ciclo de financiamento de três anos entre 2026 e 2028. O plano prevê 35 bilhões de euros para atividades espaciais de segurança e defesa.
Von der Leyen também ressaltou o programa IRIS², da União Europeia, que prevê uma constelação de satélites. Segundo ela, o sistema será ampliado para mais de 350 satélites.
A presidente defendeu a coordenação entre a Comissão Europeia, a Agência Espacial Europeia e os governos nacionais, além de investimentos em grande escala. Macron e o diretor da agência, Joseph Aschbacher, participaram ainda de uma transmissão ao vivo com a astronauta Sophie Adenot, que está em uma missão de nove meses na Estação Espacial Internacional, chamada missão εpsilon.







