São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

OIM alerta para risco de interrupção da ajuda humanitária no Sudão

A agência afirma que os recursos atuais podem acabar até setembro e pede até US$ 42 milhões para manter e ampliar a operação.

OIM alerta para risco de interrupção da ajuda humanitária no Sudão

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu novos recursos para evitar a interrupção do sistema que transporta ajuda humanitária para o Sudão. A agência afirma que a estrutura, usada por ela e por mais de 100 ONGs, pode entrar em colapso em algumas semanas se não houver financiamento suficiente.

“Todo o sistema humanitário pode entrar em colapso em algumas semanas se não agirmos agora”, declarou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado. Segundo a organização, o chamado Corredor Humanitário Comum permitiu atender 2,84 milhões de pessoas desde julho de 2023, com a distribuição de abrigos e itens essenciais não alimentares em todo o país.

O alcance da operação diminuiu nos últimos anos. Mais de um milhão de pessoas receberam assistência por meio do mecanismo em 2024. Em 2025, foram 804 mil atendimentos. Em 2026, até agora, 330 mil pessoas receberam abrigos de emergência e kits de ajuda emergencial, conforme o comunicado da OIM.

A agência prevê que os itens de socorro disponíveis — entre eles abrigos, materiais de saneamento e kits domésticos de emergência — acabem até o fim de setembro de 2026 sem apoio imediato dos doadores. A capacidade de armazenamento e as operações do corredor, por sua vez, só estariam garantidas até dezembro.

A guerra no Sudão começou em abril de 2023, em um conflito entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (FSR), grupo paramilitar que anteriormente era aliado das forças armadas. Trabalhadores humanitários estimam que mais de 200 mil pessoas tenham morrido, enquanto mais de 13 milhões de sudaneses foram deslocados. A ONU classifica a situação como a mais grave crise humanitária do mundo.

Valores solicitados

A OIM calcula precisar de US$ 15 milhões para manter o corredor em sua capacidade mínima de 2026 durante 12 meses e atender 305 mil pessoas. Com US$ 27 milhões, seria possível retomar a assistência em nível próximo ao de 2025 e alcançar 570 mil pessoas. Já US$ 42 milhões permitiriam ampliar a operação para até 1 milhão de pessoas.

A organização afirma que uma eventual interrupção tornaria a retomada complexa, cara e demorada, por exigir recursos para reconstruir cadeias de abastecimento, sistemas operacionais e redes de coordenação entre os parceiros.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5