São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Olivier Bouygues é julgado na França por caça de aves protegidas

O empresário e outras cinco pessoas respondem por caça ilegal em uma propriedade privada na região de Sologne.

Olivier Bouygues é julgado na França por caça de aves protegidas

O empresário francês Olivier Bouygues começou a ser julgado na segunda-feira por caça ilegal, incluindo a captura de espécies de aves protegidas. Ele responde ao processo com outras cinco pessoas por crimes que teriam ocorrido em sua área privada de caça, perto da floresta de Sologne, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Paris.

O julgamento deve durar dois dias e é considerado sem precedentes na Justiça francesa. Em caso de condenação, os acusados podem receber penas de até sete anos de prisão e multa de 750 mil euros.

No ano passado, após uma denúncia anônima, a polícia encontrou aves protegidas em uma vala comum na propriedade de Bouygues. Entre as espécies estavam garças-brancas-grandes, circos, peneireiros, corvos-marinhos-grandes e bútios-comuns. Também foram apreendidas armas e armadilhas de mandíbula, proibidas desde 1995.

Os policiais localizaram ainda uma lista de espécies animais que deveriam ser eliminadas, incluindo algumas protegidas, além de vestígios dos danos causados aos animais. Uma escavadeira usada para abrir valas destinadas ao enterro dos animais abatidos também foi apreendida na propriedade de Fontenaille.

Bouygues, de 75 anos, foi detido após a execução de um mandado de busca, em junho do ano passado. A operação ocorreu depois de informações sobre atividades ilegais em sua propriedade de 600 hectares em Sologne.

A investigação indica que a área de caça teria facilitado as práticas ilegais durante muitos anos, segundo o procurador regional. Cinco dos seis acusados compareceram ao tribunal na segunda-feira.

O presidente da Liga para a Proteção das Aves, Allain Bougrain-Dubourg, afirmou que o caso deve “servir de aviso” às elites francesas que se consideram acima da lei. Cerca de 15 associações de defesa ambiental e proteção animal, além da LPO, aderiram ao processo como partes civis.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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