São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Operação no Equador prende 39 suspeitos com apoio de agentes dos EUA

Ação em Samborondón teve participação de 320 policiais equatorianos e cerca de 50 militares e agentes antidrogas americanos.

Operação no Equador prende 39 suspeitos com apoio de agentes dos EUA

Uma operação contra uma rede ligada ao Cartel Jalisco Nova Geração prendeu 39 pessoas no Equador, com participação de agentes antidrogas e militares dos Estados Unidos. A ação ocorreu em Samborondón, na região metropolitana de Guayaquil, e também alcançou as províncias de Guayas, Manabí e Los Ríos.

A polícia equatoriana realizou buscas em duas mansões nos arredores de Guayaquil. Segundo as autoridades, 320 agentes participaram da operação, apoiados por cerca de 50 militares e agentes antidrogas americanos. Os integrantes dos Estados Unidos usavam máscaras e uniformes com bandeiras do país.

Entre os presos estão apontados como líder e responsável financeiro de uma organização associada diretamente ao cartel mexicano. A corporação criminosa é considerada uma das maiores do México.

Participação americana

Esta foi a primeira aparição pública de agentes americanos no Equador, embora o governo de Daniel Noboa já tivesse anunciado a presença de tropas dos Estados Unidos no país. O ministro do Interior, John Reimberg, afirmou que o apoio americano foi decisivo para uma investigação de oito meses, que incluiu drones e equipamentos de inteligência.

Um decreto assinado por Noboa em junho permite que militares americanos permaneçam no Equador por até 180 dias. A medida estabelece um regime migratório especial e garantias de imunidade durante as atividades realizadas no país.

A operação ocorreu poucos dias depois de Noboa defender, na Assembleia Geral da ONU, uma cooperação internacional mais ampla contra o crime organizado transnacional. No mesmo período, Donald Trump anunciou a ampliação do Escudo das Américas, aliança regional de segurança criada para reforçar a colaboração entre países do continente.

Em uma reunião nesta semana, em Nova York, 14 países latino-americanos aderiram à nova etapa da estratégia, além dos Estados Unidos. Participam Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

Os países também adotaram uma declaração que identifica 24 organizações criminosas como ameaças regionais. O documento prevê congelamento de ativos, restrições de vistos e responsabilização de pessoas que financiem ou ofereçam apoio logístico aos grupos. Entre as organizações citadas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O governo brasileiro não aderiu à iniciativa e se opõe à classificação de facções do narcotráfico como organizações terroristas. A posição de Brasília é que PCC e Comando Vermelho têm objetivos essencialmente econômicos e não se encaixam na definição prevista na legislação nacional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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