São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Mundo

Embaixadas dos EUA alertam para riscos de viagens após ataques no Oriente Médio

Representações americanas dizem que o conflito pode escalar rapidamente e citam possíveis impactos em voos e no espaço aéreo.

Embaixadas dos EUA alertam para riscos de viagens após ataques no Oriente Médio

Embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio orientaram cidadãos americanos a manter vigilância reforçada após ataques atribuídos pelos rebeldes Houthi, do Iêmen, contra a Arábia Saudita. As representações afirmaram que o ambiente de segurança permanece complexo e que o conflito pode se intensificar rapidamente.

Os alertas foram emitidos pelas embaixadas no Bahrein, em Israel, no Iraque, na Jordânia, no Kuwait, no Líbano, em Omã, no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Os comunicados recomendaram atenção para possíveis cancelamentos de voos, fechamento do espaço aéreo e interrupções nas viagens.

No sábado, os Houthi disseram ter realizado duas operações com mísseis balísticos e de cruzeiro e drones. Segundo o grupo, uma ação teve como alvo locais sensíveis em Riade, capital saudita, e outra atingiu instalações da Aramco em Yanbu. A declaração apresentou os ataques como resposta a ofensivas da Arábia Saudita.

Um porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas confirmou depois que as Forças de Defesa Aérea Real Saudita interceptaram um míssil balístico lançado em direção a Riade. O representante afirmou ainda que o grupo havia apontado para Baish, Taif, Farasan e Yanbu.

Moradores de Riade relataram chamas e fumaça no Aeroporto Internacional Rei Khalid. Vídeos divulgados nas redes sociais pareciam mostrar uma grande coluna de fumaça sobre o aeroporto, que, conforme o Flightradar24, enfrentava problemas graves.

Os Houthi anunciaram em julho um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e vêm ampliando ataques a cidades sauditas e navios. A Arábia Saudita respondeu com operações contra o grupo, que neste mês avançou sobre grandes áreas do Iêmen.

Vítimas civis

Em uma entrevista coletiva na sexta-feira, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, afirmou que o Gabinete de Direitos Humanos registrou 110 vítimas civis em 31 incidentes desde a intensificação das hostilidades em agosto. O balanço inclui 28 mortos e 82 feridos em Taizz, Al Hudaydah e Marib.

Dujarric disse que a insegurança e as restrições de acesso dificultam a verificação dos números, que podem ser maiores. Ele pediu que as partes envolvidas e quem exerce influência sobre elas adotem medidas imediatas para reduzir a escalada, proteger civis e facilitar o acesso humanitário.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5