São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Promotor reabre investigação sobre denúncia contra estudantes de Cornell

Universidade é questionada após denúncia de violência sexual em 2024 e críticas à resposta dada aos acusados e à vítima.

Promotor reabre investigação sobre denúncia contra estudantes de Cornell

Um promotor dos Estados Unidos reabriu, na segunda-feira (28), a investigação sobre um suposto estupro coletivo envolvendo estudantes da Universidade Cornell, no estado de Nova York. O caso ocorreu em 2024 e não havia resultado em processo judicial até então.

A reabertura ocorreu após uma ação civil apresentada por uma jovem identificada pelo pseudônimo Jane Doe. Segundo o relato, ela foi à fraternidade Chi Phi, associação estudantil exclusivamente masculina, para encontrar um amigo em uma noite de outubro de 2024. A jovem afirma que foi incentivada a consumir grandes quantidades de drogas e álcool e que depois foi estuprada e submetida a maus-tratos por quase sete horas por sete estudantes.

A ação inclui capturas de tela de um grupo de mensagens da fraternidade. As conversas mostram estudantes envolvidos convidando outros colegas a ir ao quarto. Cerca de 50 jovens integravam o grupo, mas, segundo a denúncia, nenhum interveio ou avisou as autoridades naquele momento.

Resposta da universidade

Jane Doe afirmou que comunicou o caso às autoridades da universidade pouco tempo depois. Cornell abriu uma investigação interna, suspendeu temporariamente a fraternidade e expulsou dois dos sete homens acusados. As medidas foram consideradas brandas pela vítima.

O promotor responsável pela reabertura declarou que alguns elementos apresentados na ação não haviam sido comunicados às autoridades anteriormente. Essa seria a razão para não terem sido apresentadas acusações judiciais dois anos atrás.

A condução do caso passou a ser alvo de pedidos de investigação independente feitos por responsáveis políticos. A universidade integra a Ivy League, grupo de instituições privadas de prestígio dos Estados Unidos.

A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez afirmou: “Quero ser clara. A cultura do estupro, da violência sexual e da pedofilia é protegida em instituições de ensino de elite em todo os Estados Unidos, incluindo Cornell, como vemos neste caso.”

O episódio também reacendeu críticas às fraternidades pelo poder que exercem nos campi e fora deles e pela cultura masculinista e tóxica que, segundo os críticos, promovem. Em Cornell, parte significativa dos estudantes passou a defender o fim de todas as fraternidades da universidade.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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