São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Justiça autoriza buscas e afasta servidoras em investigação eleitoral no Amapá

Operação apura suspeitas de compra de votos, coação eleitoral e uso de programa social em troca de apoio político.

Justiça autoriza buscas e afasta servidoras em investigação eleitoral no Amapá

A Justiça Eleitoral autorizou buscas e apreensões, acesso a dados armazenados em serviços de nuvem e o afastamento cautelar de funções públicas em uma investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral no Amapá. O inquérito apura suspeitas de compra de votos, coação eleitoral e uso indevido da estrutura pública para benefício eleitoral.

As medidas atingem sete investigados, incluindo uma autoridade com foro. A Polícia Federal cumpriu mandados na residência e no gabinete de uma das investigadas na Assembleia Legislativa, além de endereços dos outros seis alvos. Foram recolhidos dispositivos eletrônicos e documentos.

Também houve apreensão de R$ 1.857.959, além de valores em euros e dólares. A decisão determinou ainda o afastamento temporário de uma servidora do Super Fácil e de outra da Assembleia Legislativa até o fim do segundo turno das eleições.

Programa social sob investigação

Com apoio das análises do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal, os investigadores identificaram indícios de manipulação do programa estadual Renda para Viver Melhor e da distribuição de cestas básicas em troca de apoio político.

O Ministério Público Eleitoral afirma que a entrada e a permanência de famílias vulneráveis no programa dependeriam da promessa de voto em candidatos apoiados pelo grupo. Também foram registrados relatos de ameaças de cancelamento do benefício caso o apoio não fosse confirmado nas urnas.

O número de beneficiários do Renda para Viver Melhor, que anteriormente estava estabilizado em aproximadamente 10.000, teria chegado a 13.305 em junho de 2026. O Ministério Público Eleitoral ressalta que esse dado, isoladamente, não comprova irregularidade. Segundo o órgão, porém, ele se soma a comunicações e documentos obtidos e reforça a necessidade de aprofundar a investigação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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