São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Atos por moradia reúnem dezenas de milhares na Espanha

Manifestações ocorreram em Madri e outras cidades após o Parlamento rejeitar medidas propostas pelo governo de Pedro Sánchez.

Atos por moradia reúnem dezenas de milhares na Espanha

Dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado (3) de manifestações pelo direito à moradia em Madri e em outras cidades da Espanha. Os atos ocorreram depois que o Parlamento rejeitou, na sexta-feira, medidas apresentadas pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Diante da crise política, o governo não descarta convocar eleições antecipadas.

Na capital, as estimativas variaram. As autoridades calcularam 70 mil participantes, enquanto o Sindicato dos Inquilinos estimou 500 mil. Valeria Racu, porta-voz da entidade, criticou a condução do governo e afirmou que os protestos demonstram uma nova força política nas ruas.

Entre os manifestantes estava Adhara Freile, de 41 anos, jardineira que mora com o companheiro em um apartamento de um cômodo, no bairro de Villaverde. Como o contrato de aluguel termina no próximo ano, ela teme ter de deixar o imóvel, como já ocorreu com outros moradores do prédio.

O livreiro Marcos Sainz, de 26 anos, disse que antes dividia com amigos um apartamento de três quartos por € 900. Atualmente, segundo ele, um apartamento de dois cômodos custa cerca de € 1.000. Sainz afirmou que continuará participando dos atos até que haja regulamentação dos aluguéis e disse temer que os moradores acabem obrigados a deixar Madri.

Javier, de 31 anos, instalador de painéis fotovoltaicos que não informou o sobrenome, relatou morar em um apartamento de 90 metros quadrados com mais três pessoas. Ele afirmou que gasta metade do salário para pagar um quarto pequeno e defendeu moradia estável e condições para construir um projeto de vida.

As manifestações já estavam planejadas antes da derrota das propostas do governo. A mobilização foi impulsionada por uma crise iniciada há cerca de dez dias, após o despejo de Maricarmen Abascal, madrilena de 87 anos que vivia havia sete décadas no mesmo apartamento. A imobiliária proprietária havia tentado aumentar o aluguel em 275%.

Após a pressão dos protestos, a empresa renegociou o contrato. Maricarmen poderá voltar ao imóvel depois de deixar o hospital e pagará € 500 de aluguel.

Entre as medidas rejeitadas estavam a suspensão, até 2030, dos despejos de pessoas vulneráveis; ações contra os chamados fundos abutres; e a renovação automática dos contratos de aluguel. A legislatura atual está prevista para terminar em 2027, mas a derrota reacendeu dúvidas sobre sua continuidade.

Pedro Sánchez reservou alguns dias para avaliar a situação e decidir se convocará eleições antecipadas. A falta de moradias acessíveis é apontada como um dos principais problemas sociais da Espanha. Plataformas de aluguel turístico, como o Airbnb, e fundos de investimento são acusados de elevar os preços ao comprar imóveis e reduzir a oferta disponível para os moradores.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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