Cristiano Ronaldo afirmou que deixou a concentração da seleção portuguesa depois de uma quebra de confiança com o técnico Jorge Jesus. Em carta aberta, o jogador pediu desculpas aos torcedores e aos companheiros, assumiu a responsabilidade pela saída e disse estar preparado para eventuais consequências disciplinares.
A decisão ocorreu durante a preparação para partidas contra Dinamarca e Noruega. Ronaldo relatou que havia combinado com o treinador um plano de participação que previa sua presença no primeiro jogo e no compromisso seguinte, no Porto. Segundo o jogador, ele não viajaria para a Noruega e a Dinamarca, mas recusou a proposta por considerar que não seria um bom exemplo para o grupo.
Divergência sobre a partida na Noruega
Ronaldo disse que, no dia do jogo na Noruega, um auxiliar o informou que Jorge Jesus pretendia utilizá-lo por 30 minutos. O jogador afirmou que aceitou, embora a decisão contrariasse seu planejamento de recuperação física. Ele aqueceu durante o segundo tempo, mas não entrou em campo.
Depois da partida, Ronaldo não cumprimentou os torcedores. Na carta, reconheceu que essa atitude foi de sua responsabilidade e pediu desculpas aos portugueses e às pessoas que viajaram para vê-lo.
O jogador afirmou que, 48 horas depois, conversou com o treinador e com Simão Coutinho, diretor esportivo do Al Nassr. Segundo Ronaldo, ficou combinado que Jorge Jesus explicaria publicamente que o plano havia sido elaborado por ele, que Ronaldo não havia pedido para jogar e que foi um erro colocá-lo para aquecer sem utilizá-lo.
Ronaldo afirmou que a entrevista coletiva não correspondeu ao que havia sido tratado em particular. Ele também disse que recebeu uma postura agressiva e que essa foi a segunda vez em que o treinador teria descumprido a palavra dada.
Pedido de punição
Na carta, o capitão declarou que nunca interferiu em decisões técnicas ou táticas durante sua carreira. Afirmou ainda que a Federação Portuguesa de Futebol deve avaliar e punir sua atitude sem atenuantes, porque ele é o capitão da equipe e as regras devem valer para todos.
Ronaldo também rejeitou a ideia de que sua prioridade seja uma despedida da seleção. Disse que poderá participar de um ou mais jogos de despedida, mas afirmou que seu objetivo continua sendo competir.
Ao final, declarou: “se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção”. A carta é datada de 6 de Outubro de 2026.







