São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Rússia diz que fábricas europeias de armas para a Ucrânia podem ser alvos militares

Maria Zakharova afirmou que instalações fora da Ucrânia não devem ser consideradas protegidas por estarem em território europeu.

Rússia diz que fábricas europeias de armas para a Ucrânia podem ser alvos militares

A Rússia afirmou que fábricas de armamentos instaladas na Europa e destinadas a abastecer a Ucrânia podem ser consideradas alvos militares. A declaração foi feita por Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, em meio a planos da Polônia para ampliar sua atuação na manutenção e na possível produção de mísseis dos sistemas Patriot.

Zakharova disse que Moscou avalia o aumento da produção europeia de armas e a criação de projetos conjuntos como sinais de envolvimento direto dos países do continente no conflito. Para ela, essas iniciativas não representam apenas apoio à Ucrânia e prolongam a resolução do conflito.

“As fábricas de armamento nos países europeus que produzem armas para a Ucrânia são potenciais alvos militares para a Rússia”, declarou a porta-voz. Ela acrescentou que instalações militares fora do território ucraniano que fornecem armas a Kiev não devem ser consideradas protegidas.

As declarações responderam a perguntas sobre os planos para manutenção e eventual fabricação de mísseis dos sistemas norte-americanos Patriot na Polônia. A Ucrânia utiliza esse armamento para repelir ataques de mísseis russos.

Referência à doutrina militar russa

Antes das declarações de Zakharova, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, havia comentado os sistemas Patriot e feito referência à doutrina militar do país. Na terça-feira, 29 de setembro, ele recomendou que jornalistas consultassem o trecho do documento relacionado ao tema.

O texto estabelece as ameaças militares consideradas relevantes por Moscou e os princípios para o emprego das Forças Armadas. Entre os riscos mencionados está o aumento do potencial militar da NATO e a aproximação da infraestrutura da aliança às fronteiras russas.

O ex-presidente russo Dmitri Medvedev já havia ameaçado a Polônia e outros países da União Europeia com ataques de mísseis contra fábricas que produzem armas para a Ucrânia. Depois disso, várias instalações europeias do setor passaram a ser alvo de ações de sabotagem.

Acordo sobre mísseis Patriot

Na cúpula da NATO realizada em julho, em Ancara, a Polônia assinou com Estados Unidos, Alemanha, Países Baixos e Suécia um acordo para a manutenção, na Europa, dos mísseis PAC-3. As negociações sobre a localização de um centro de manutenção em território polonês estão em andamento.

Na última semana de setembro, a vice-ministra da Defesa, Magdalena Sobkowiak-Czarnecka, afirmou que as tratativas estavam na fase final. O vice-ministro Cezary Tomczyk mencionou a possibilidade de formar um consórcio internacional com participação polonesa.

Tomczyk declarou que o processo poderá resultar na produção de mísseis Patriot na Polônia e em dois ou três outros países europeus. Segundo ele, a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma licença para a Ucrânia fabricar esse tipo de míssil facilita a possibilidade de coprodução em território polonês.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5