São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Ryanair prevê abastecimento europeu de combustível, mas preços devem seguir altos

Michael O’Leary não prevê falta de combustível de aviação na Europa até o verão de 2027, mas estima custos elevados por mais 12 a 18 meses.

Ryanair prevê abastecimento europeu de combustível, mas preços devem seguir altos

A Europa não deve enfrentar falta de combustível de aviação neste inverno nem até o verão de 2027, apesar dos impactos da guerra no Irão sobre as cadeias de abastecimento, afirmou Michael O’Leary, presidente executivo da Ryanair.

“Não há, creio, qualquer dúvida quanto à disponibilidade de combustível de aviação na Europa neste inverno ou, francamente, até ao próximo verão, a menos que ocorra algum evento imprevisto”, disse O’Leary numa conferência da Airlines for Europe (A4E), em Bruxelas.

A previsão de disponibilidade não significa redução dos custos. A menor procura sazonal a partir de novembro e o aumento das importações asiáticas devem contribuir para manter o abastecimento europeu nos próximos meses. A Kpler previa quase 900 mil toneladas de combustível de aviação vindas da Ásia nesse período.

George Shaw, analista sênior de mercado de destilados da Kpler, afirmou que os preços devem permanecer elevados porque o combustível de aviação está fortemente ligado ao mercado do diesel, que enfrenta oferta mais restrita e registrou valores recordes recentemente.

A Comissão Europeia informou, em 8 de setembro, que o aumento da produção das refinarias da União Europeia e as importações de outras origens estavam atendendo à demanda europeia. A instituição, porém, indicou que novas perturbações no Oriente Médio poderiam pressionar o abastecimento.

O G7 também decidiu acelerar a liberação de 100 milhões de barris das reservas estratégicas para reduzir a pressão sobre os mercados de energia. A Agência Internacional da Energia esclareceu que o volume fazia parte da liberação emergencial acordada em março. A prioridade é o diesel, devido à escassez de oferta, e o anúncio não especificou a liberação de combustível de aviação.

Preços acima do nível de um ano antes

Os preços do combustível de aviação subiram mais rapidamente que as cotações do petróleo bruto desde o início da guerra, em meio a ataques contra refinarias que afetaram a produção. Na semana encerrada em 2 de outubro, a média na Europa e na Comunidade de Estados Independentes foi de 195,95 dólares por barril, mais que o dobro do valor de um ano antes. Apesar de uma queda de 1% na semana, o prêmio sobre o petróleo bruto permaneceu cerca de três vezes acima do nível registrado um ano antes.

O’Leary disse que o combustível, historicamente 10% a 15% mais caro que o Brent, estava cerca de 50% acima desse referencial. Para ele, a diferença deve permanecer por mais 12 a 18 meses, devido a ataques a refinarias russas e do Oriente Médio, além de limitações na disponibilidade de petroleiros e na capacidade de refino.

No mês passado, a Ryanair anunciou redução na programação de voos de inverno e revisou a meta anual de passageiros de 216 milhões para 214 milhões.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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