São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Salão de Paris expõe avanço dos elétricos e pressão chinesa sobre montadoras europeias

Edição de 2026 reúne cerca de uma centena de modelos em meio à transição elétrica e às tensões comerciais entre Europa e China.

Salão de Paris expõe avanço dos elétricos e pressão chinesa sobre montadoras europeias

O 91.º Salão Automóvel de Paris começa em 12 de outubro com a indústria europeia sob pressão da expansão das marcas chinesas, da queda na confiança dos consumidores e de um cenário geopolítico tenso. A edição de 2026 será realizada até 18 de outubro e deve reunir cerca de uma centena de novos modelos.

O evento terá um dia dedicado à imprensa em 12 de outubro, na Paris Expo Porte de Versailles, e abrirá ao público de 13 a 18 de outubro. Organizado pela primeira vez em 1898, nos Jardins das Tulherias, o salão mantém como uma de suas atrações a possibilidade de os visitantes conhecerem os veículos de perto, especialmente os modelos elétricos, segundo Serge Gachot, diretor-geral do evento.

Elétricos ganham espaço

Dados da Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) mostram que os veículos 100 % elétricos corresponderam a 21,7 % dos registros de carros novos na União Europeia nos primeiros oito meses de 2026. No mesmo período do ano anterior, a participação havia sido de 15,8 %. Na França, os registros desses veículos cresceram 74,2 % em relação ao ano anterior.

Os híbridos elétricos continuaram como a motorização mais vendida na União Europeia até agosto, com 36,6 % do mercado. Os híbridos plug-in alcançaram 10 %, enquanto gasolina e diesel, somados, recuaram para 29 %, ante 37,5 % um ano antes. Entre os fatores associados à mudança estão os preços elevados da gasolina, o apoio dos governos e a maior oferta de carros elétricos mais baratos.

Marcas chinesas ampliam presença

Cerca de vinte marcas chinesas são esperadas no salão. Para Tim Urquhart, principal analista do setor automotivo na Mobility Global, o avanço dessas empresas representa uma preocupação para as fabricantes tradicionais da Europa. Ele avalia que o crescimento da indústria chinesa se acelerou especialmente nos últimos cinco anos.

As montadoras europeias também enfrentam margens pressionadas pelos preços elevados do petróleo, regras de emissões mais rígidas e dificuldades no mercado chinês. Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz tiveram nesse país uma importante fonte de expansão no passado.

A União Europeia e a China permanecem em disputa comercial envolvendo subsídios, tarifas e o aumento da entrada de veículos chineses no mercado europeu. Como resposta aos desafios, fabricantes europeias apresentarão modelos inspirados no passado, uma das tendências previstas para o evento, com propostas de Renault, Citroën, Peugeot, Opel, Lancia e Fiat.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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