São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Mundo

Tilos substitui aterro por sistema de reciclagem e compostagem

A ilha grega adotou coleta porta a porta e alcançou taxa próxima de 90% de reciclagem e compostagem.

Tilos substitui aterro por sistema de reciclagem e compostagem

A ilha grega de Tilos deixou de enterrar seus resíduos e passou a operar um sistema de coleta porta a porta, com separação de recicláveis e orgânicos nas residências e nos comércios. A mudança levou a ilha a obter a certificação Zero Waste Cities, com uma taxa de reciclagem e compostagem próxima de 90%.

Antes do projeto, o lixo era enterrado em um aterro construído em uma encosta. Com o crescimento do local, o vento levava plástico para as praias. O problema é comum em pequenas ilhas, onde o transporte de resíduos para outros lugares costuma não compensar e o espaço disponível para aterros é limitado.

Como funciona

Em parceria com a empresa grega de economia circular Polygreen e com apoio da Região do Egeu Sul, Tilos retirou os contêineres das ruas. Cada residência e estabelecimento recebeu sacos específicos para materiais recicláveis e resíduos orgânicos, identificados por códigos QR.

Os resíduos são encaminhados ao Centro de Inovação Circular, construído no antigo aterro. Segundo o gestor do projeto, Spyros Kastanakis, a ilha produz 330 toneladas por ano: 60% são recicláveis, 30% são orgânicos e os 10% restantes são usados como combustível em fábricas de cimento.

Os resíduos orgânicos viram fertilizante, distribuído gratuitamente aos agricultores locais. Os materiais não recicláveis são transformados em combustível alternativo. O restante é separado em 15 categorias, compactado e enviado ao continente como matéria-prima.

“Esta é uma ilha que produz resíduos mas não enterra nada”, disse Kastanakis. O secretário-geral de Tilos, Stathis Kontos, afirmou que os materiais passaram a ter uma segunda utilização.

A adesão dos moradores foi essencial para o funcionamento do sistema. A presidente da câmara, Maria Kamma, relatou que o projeto começou nas escolas: as crianças aprenderam a separar os resíduos e levaram a prática para suas famílias.

As autoridades regionais planejam ampliar o modelo para outras pequenas ilhas da Grécia, com o objetivo de substituir o aterramento pela gestão dos resíduos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5