A presença militar dos Estados Unidos no entorno do Irã pode chegar a três grupos de ataque de porta-aviões e dois grupos anfíbios de prontidão até o final de novembro. A estimativa foi apresentada por um responsável norte-americano, que afirmou que os líderes terão opções para lidar com o Irã.
O porta-aviões USS Theodore Roosevelt deixou San Diego no domingo, acompanhado pelo Carrier Strike Group 9. O navio, de propulsão nuclear e da classe Nimitz, segue para o Oriente Médio com o cruzador lança-mísseis USS Chosin, esquadrilhas de contratorpedeiros e a Esquadra Aérea Embarcada 11. A unidade inclui caças F-35C e F/A-18 Super Hornet, além de aeronaves de guerra eletrônica e de alerta antecipado.
Um dia depois, também partiu de San Diego o grupo anfíbio de prontidão liderado pelo USS Makin Island. A formação transporta a 13.ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com mais de 2 mil militares, distribuídos em três navios. Entre eles estão o USS John P. Murtha e o USS Anchorage.
Reforço e rotação de navios
Os responsáveis dos EUA estimam que os dois deslocamentos reúnam entre 9 mil e 10 mil militares, com chegadas previstas até o final de novembro. Os Estados Unidos já mantêm mais de 50 mil integrantes das Forças Armadas no Oriente Médio, e o potencial contingente na região pode superar 60 mil.
Os porta-aviões USS George H. W. Bush e USS George Washington estão no Mar da Arábia em operações contra o Irã, segundo relatório do Instituto Naval dos EUA. O grupo anfíbio de prontidão USS Boxer também está na área.
A previsão é que o Theodore Roosevelt substitua o USS George Washington. A data de saída do George Washington, em relação à chegada do novo navio, definirá se haverá um período com três grupos de ataque de porta-aviões simultaneamente na região.
Essa sobreposição seria a segunda desde abril e a primeira vez desde 2003 que os Estados Unidos voltariam a manter três porta-aviões na região ao mesmo tempo. Ainda não está esclarecido se o movimento representará aumento duradouro ou apenas uma sobreposição temporária durante a rotação dos navios. Donald Trump não descartou novos ataques contra o Irã à medida que se aproximam as eleições intercalares de novembro.







