São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Saúde

Brasil amplia cooperação para produzir imunoglobulina e fortalecer hemorrede

Acordo com a chinesa Tiantan Bio prevê fornecimento, registro e transferência de tecnologia para produção nacional do medicamento.

Brasil amplia cooperação para produzir imunoglobulina e fortalecer hemorrede

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a chinesa Tiantan Bio firmaram, nesta sexta-feira (2), um acordo de cooperação para ampliar o abastecimento de imunoglobulina humana de uso intravenoso no Brasil. O medicamento é usado no tratamento de imunodeficiências, infecções bacterianas e alguns tipos de câncer do sangue.

O acordo prevê o fornecimento do medicamento à Hemobrás, ações de licenciamento e transferência de tecnologia, além da cooperação para o registro do produto no país. As iniciativas dependerão das exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e os detalhes serão definidos em acordos específicos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da assinatura e também assinou uma portaria que estabelece, pela primeira vez, incentivo federal mensal aos hemocentros de todas as unidades da federação para a qualificação dos serviços. “O SUS é mais forte quando a gente tem uma rede mais consolidada”, afirmou.

A parceria inclui ainda apoio da Tiantan Bio à modernização de sistemas e processos da Hemobrás, com medidas de transformação digital, automação e gestão inteligente. A previsão é ampliar a capacidade tecnológica e produtiva e reforçar a segurança do abastecimento de hemoderivados para o SUS.

Mais plasma para uso industrial

O Ministério da Saúde informou que investiu R$ 116 milhões na distribuição de 604 equipamentos para 125 serviços da hemorrede nas 27 unidades federativas. Foram entregues 132 blast freezers, usados no congelamento rápido do plasma, e 472 freezers para armazenamento em baixas temperaturas, incluindo equipamentos capazes de operar a até -80°C.

O investimento também inclui o monitoramento da cadeia de frio de oito estados. A estrutura deve elevar em cerca de 30% a capacidade de armazenamento de plasma para uso industrial, ampliando a matéria-prima disponível para a produção de imunoglobulina humana, albumina e fatores de coagulação utilizados pelo SUS.

A distribuição começou em outubro de 2025 e foi concluída em setembro de 2026. A hemorrede brasileira reúne 2.097 serviços de hemoterapia, dos quais 1.722 integram a rede pública.

O ministério também anunciou R$ 38 milhões para os hemocentros, com distribuição baseada em critérios como qualidade da gestão, eficiência operacional, envio de plasma à Hemobrás, cobertura dos serviços, aumento da doação voluntária e redução do desperdício de hemocomponentes.

A Hemobrás iniciará a criação de um Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento, com R$ 50 milhões do Novo PAC. A unidade deverá apoiar pesquisas, desenvolvimento de processos, avaliação tecnológica e produção de lotes experimentais de biofármacos, medicamentos hemoderivados e produtos biotecnológicos estratégicos para o SUS.

Acordos para hemofilia

A Hemobrás e a Roche também assinarão acordo para apresentar uma proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo do emicizumabe, usado na profilaxia da hemofilia A. O arranjo prevê absorção tecnológica pela estatal e produção nacional, com as garantias de fornecimento definidas na PDP definitiva.

Outro projeto reunirá Hemobrás, FarmaVax, EMBRAPII e FUNDEP para desenvolver terapia genética para hemofilias A e B com sistemas de entrega por nanopartículas. O investimento será de R$ 5 milhões, com vigência de 12 meses. Desse total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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