O presidente da Suíça, Guy Parmelin, deixará o governo em 31 de dezembro, após 11 anos no Conselho Federal. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, em uma conferência de imprensa em Berna, depois de ele informar os colegas sobre a decisão.
Parmelin afirmou que pretende dar lugar a novas energias diante de um período de incerteza. Ele reconheceu sentir “um certo desgaste”, mas negou que esteja deixando o cargo por razões médicas.
A presidência suíça é rotativa e passa anualmente pelos sete integrantes do Conselho Federal. O presidente atua como primeiro entre iguais, preside as reuniões do órgão e costuma representar o país em questões internas e internacionais. O cargo é atribuído ao integrante com mais tempo no Conselho que ainda não tenha exercido a presidência.
Atuação no governo
Parmelin entrou no Conselho Federal em 2016, como ministro da Defesa, e ocupa a pasta da Economia desde 2019. Ele já havia presidido a Confederação Suíça em 2021.
Durante a disputa tarifária com os Estados Unidos, Parmelin viajou três vezes a Washington para tentar reduzir a alíquota anunciada pelo presidente Donald Trump. Em agosto de 2025, Trump havia estabelecido tarifas de 39% sobre as importações de produtos suíços.
Depois das negociações, os dois governos anunciaram uma declaração de intenções para reduzir as tarifas a 15%. A Suíça se comprometeu a investir 200 bilhões de dólares (178 bilhões de euros) nos Estados Unidos.
Viticultor de profissão, Parmelin nasceu no cantão francófono de Vaud, no oeste da Suíça, e integra o Partido Popular Suíço (SVP), maior força política do país. O sucessor será escolhido entre integrantes do SVP.
Os candidatos têm até 23 de outubro para se apresentar. O Parlamento fará a escolha em 9 de dezembro. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ignazio Cassis, assumirá a presidência em 2027.
Os sete assentos do Conselho Federal são distribuídos entre os quatro principais partidos em blocos de 2-2-2-1, conforme um acordo tácito conhecido como “fórmula mágica”.







