As autoridades dos Emirados Árabes Unidos concluíram neste sábado (3) que o copiloto do voo FZ1073, da Flydubai, planejava cometer um ato terrorista durante a rota entre Dubai e Tel Aviv. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, que afirmou que o suspeito iniciou o plano ao atacar o comandante na cabine e tentar assumir o controle do avião.
O Boeing 737 transportava 174 pessoas em 30 de setembro: 166 passageiros israelenses e oito tripulantes. Segundo a investigação, o copiloto usou o machado de emergência da cabine para agredir o comandante. Autoridades israelenses também afirmaram que o piloto foi esfaqueado.
Mesmo ferido, o comandante indiano Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros e tripulantes entraram no local e imobilizaram o copiloto. Durante a luta, o avião perdeu altitude de maneira brusca, mas pousou em caráter de emergência na Arábia Saudita.
Em um relato divulgado pelas autoridades indianas após uma conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, Machchhar afirmou que abrir a porta era sua última possibilidade de evitar uma tragédia. Ele tem 17 anos de experiência na aviação, dos quais 11 como comandante, e disse que continuou sendo agredido enquanto tentava alcançar o mecanismo de abertura.
Suspeito e investigação
Os Emirados Árabes Unidos ainda não divulgaram oficialmente a identidade do copiloto. Uma fonte próxima à investigação o identificou como o omanense Hammam Al-Hammami. Informações citadas no caso afirmam que ele havia sido impedido de pilotar em Omã por razões de segurança, depois de levantar suspeitas de radicalização durante uma passagem pela Síria.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como uma tentativa de atentado terrorista jihadista. Ele disse que o copiloto havia passado por um processo de radicalização islamista e que poderia ter pretendido derrubar o avião com todos os passageiros, embora a hipótese de problemas psiquiátricos ainda não tenha sido descartada.
O presidente israelense Isaac Herzog anunciou que pretende conceder uma das principais condecorações civis de Israel a cinco passageiros que ajudaram a conter o agressor. Após o ataque, a Flydubai suspendeu temporariamente a ligação entre Dubai e Tel Aviv, e a El Al cancelou voos especiais para retirar israelenses retidos nos Emirados. Neste sábado, um avião da Arkia pousou em Tel Aviv, retomando as operações de repatriação.







