São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Mundo

Emirados concluem que copiloto tentou assumir avião em voo para Tel Aviv

Investigação afirma que o copiloto atacou o comandante e tentou controlar a aeronave, que pousou em emergência na Arábia Saudita.

Emirados concluem que copiloto tentou assumir avião em voo para Tel Aviv

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos concluíram neste sábado (3) que o copiloto do voo FZ1073, da Flydubai, planejava cometer um ato terrorista durante a rota entre Dubai e Tel Aviv. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, que afirmou que o suspeito iniciou o plano ao atacar o comandante na cabine e tentar assumir o controle do avião.

O Boeing 737 transportava 174 pessoas em 30 de setembro: 166 passageiros israelenses e oito tripulantes. Segundo a investigação, o copiloto usou o machado de emergência da cabine para agredir o comandante. Autoridades israelenses também afirmaram que o piloto foi esfaqueado.

Mesmo ferido, o comandante indiano Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros e tripulantes entraram no local e imobilizaram o copiloto. Durante a luta, o avião perdeu altitude de maneira brusca, mas pousou em caráter de emergência na Arábia Saudita.

Em um relato divulgado pelas autoridades indianas após uma conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, Machchhar afirmou que abrir a porta era sua última possibilidade de evitar uma tragédia. Ele tem 17 anos de experiência na aviação, dos quais 11 como comandante, e disse que continuou sendo agredido enquanto tentava alcançar o mecanismo de abertura.

Suspeito e investigação

Os Emirados Árabes Unidos ainda não divulgaram oficialmente a identidade do copiloto. Uma fonte próxima à investigação o identificou como o omanense Hammam Al-Hammami. Informações citadas no caso afirmam que ele havia sido impedido de pilotar em Omã por razões de segurança, depois de levantar suspeitas de radicalização durante uma passagem pela Síria.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como uma tentativa de atentado terrorista jihadista. Ele disse que o copiloto havia passado por um processo de radicalização islamista e que poderia ter pretendido derrubar o avião com todos os passageiros, embora a hipótese de problemas psiquiátricos ainda não tenha sido descartada.

O presidente israelense Isaac Herzog anunciou que pretende conceder uma das principais condecorações civis de Israel a cinco passageiros que ajudaram a conter o agressor. Após o ataque, a Flydubai suspendeu temporariamente a ligação entre Dubai e Tel Aviv, e a El Al cancelou voos especiais para retirar israelenses retidos nos Emirados. Neste sábado, um avião da Arkia pousou em Tel Aviv, retomando as operações de repatriação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5