São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Saúde

Estudo com mais de 6 milhões de pessoas identifica maior prevalência de dor entre mulheres

Pesquisa publicada na Nature Medicine relaciona as taxas de dor a gênero, idade, tabagismo, obesidade, renda e nível de desenvolvimento.

Estudo com mais de 6 milhões de pessoas identifica maior prevalência de dor entre mulheres
Foto: Kinga Krzeminska/Getty Images

Um estudo publicado na revista Nature Medicine aponta que mulheres relataram mais dor do que homens em 11 regiões do corpo. A pesquisa reuniu dados de mais de 6 milhões de pessoas de 118 países e analisou informações publicadas entre 1990 a 2025.

Os pesquisadores avaliaram a distribuição da dor conforme gênero e idade. Foram consideradas pessoas com idades entre cinco e mais de 100 anos. A análise identificou diferenças em áreas como cabeça, rosto, pescoço, ombro, pé, tornozelo, mão, punho, cotovelo, tórax, costas, estômago, abdômen, quadril e joelho. As diferenças foram especialmente observadas nas dores de cabeça, faciais e abdominais.

A dor é apontada no estudo como a principal causa global de incapacidade. Tanto entre homens quanto entre mulheres, a intensidade aumentou antes dos 55 anos e atingiu o pico aos 75 anos ou mais. As dores nas costas, no quadril e no joelho cresceram de forma constante ao longo da vida.

A dor nas costas foi a mais frequente, atingindo cerca de 40% dos casos. A dor facial apresentou a menor proporção, com 2%. Já as dores na parte superior do corpo, que envolve pescoço, ombro e cotovelo, chegaram ao pico por volta da meia-idade e diminuíram com o envelhecimento.

Fatores associados

O estudo relacionou parte dos casos de dor ao tabagismo, à obesidade e à baixa renda familiar. A participação de cada fator variou conforme a região. No Leste Europeu, 8,5% dos casos foram atribuídos ao tabagismo, ante 2,5% na África Subsaariana e 6,5% na Oceania.

A obesidade foi associada a 14,6% dos casos de dor na América do Norte, enquanto a proporção foi de 2,7% na Ásia Central e do Sul. Nos casos relacionados à baixa renda, os índices ficaram entre 8,6% e 6,6% no mundo.

Pessoas que viviam em regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano apresentaram mais dores corporais na terceira idade do que aquelas em países com IDH mais alto. A dor lombar entre idosos, por exemplo, foi duas vezes mais prevalente em regiões de baixo IDH, como a África Subsaariana, a Ásia Central e Meridional, o Norte da África e a Ásia Ocidental.

Limitações da análise

Para medir a dor, os autores usaram relatos dos próprios participantes, em vez de diagnósticos. A escolha buscou incluir pessoas com acesso limitado a serviços de saúde e, segundo os pesquisadores, pode contribuir para iniciativas de prevenção mais equitativas.

Os autores também apontaram limitações. Como os dados vieram de diferentes estudos, os métodos de medição podem ter variado. Além disso, o volume de informações não foi igual em todas as regiões e faixas etárias, sobretudo entre crianças e idosos, o que reduz a precisão das estimativas para esses grupos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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