São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Saúde

Brasil reforça vacinação e vigilância diante do avanço do sarampo nas Américas

Ministério da Saúde registra 52 casos importados em 2026 e mantém ações para evitar a circulação sustentada do vírus.

Brasil reforça vacinação e vigilância diante do avanço do sarampo nas Américas

O Brasil registrou 52 casos importados de sarampo em 2026, até 5 de outubro, enquanto o vírus avança nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Do total brasileiro, 41 ocorreram em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde afirma que o país continua sem circulação endêmica da doença.

Os Estados Unidos registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos casos envolvem pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria dos pacientes tem até 19 anos. Na região, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá reúnem mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Para impedir a transmissão no Brasil, as equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A imunização também foi ampliada em locais públicos e de grande circulação nas áreas envolvidas. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é a principal medida de prevenção.

Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Antes disso, em 2019, o país havia registrado mais de 20 mil casos em um contexto de baixas coberturas vacinais e perdeu a certificação depois de mais de 12 meses de transmissão. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos.

Vacinação e crianças sem nenhuma dose

Quatro grandes mobilizações de vacinação foram realizadas neste ano. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. Na capital paulista, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, a resposta inclui imunização, investigação de casos, acompanhamento de contatos e busca ativa.

A estratégia paulista também prevê a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Ela não substitui as doses de rotina, administradas aos 12 e 15 meses.

Na área de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde ampliou as medidas após a confirmação de casos importados. As equipes atuam na vacinação, na investigação de suspeitas, na coleta de amostras e no acompanhamento das pessoas que tiveram contato com os casos, com apoio federal.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef mostram que a cobertura da primeira dose da tríplice viral alcançou 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas em 2025. A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

O número de crianças brasileiras sem nenhuma dose da vacina DTP caiu de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, redução de cerca de 86%. Ainda há cerca de 50 mil crianças nessa situação. Quem estiver com doses atrasadas deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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