São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Turquia prende presidente da Tera em crise que atinge 455.758 investidores

Emre Tezmen aguardará julgamento em prisão preventiva; 131 fundos serão liquidados após atrasos em pagamentos.

Turquia prende presidente da Tera em crise que atinge 455.758 investidores

A Turquia prendeu Emre Tezmen, fundador e presidente da corretora Tera Yatırım, em uma investigação sobre fundos de investimento que envolve 131 fundos e 455.758 investidores. Ele aguardará o julgamento em prisão preventiva, junto com outras quatro pessoas.

A crise começou depois que fundos administrados pela Tera Portföy e pela Pusula Portföy tiveram dificuldades para pagar investidores que tentavam resgatar suas aplicações. Os fundos mantinham grandes posições em ações com pouca negociação, o que dificultava a venda rápida dos ativos sem pressionar os preços para baixo.

Prisões e investigação

Tezmen havia sido detido em 19 de setembro e foi formalmente preso na madrugada de quarta-feira. Também foram presos Kerem Alkin e Emre Alkin, integrantes do conselho de administração da Tera, Alper Öztürk, diretor-geral da Tera Portföy, e Serdar Turhan, presidente da Pusula Finans Holding.

Kerem Alkin deixou o Ministério das Relações Exteriores no ano passado e foi embaixador da Turquia junto à OCDE entre 2021 e 2024. Emre Alkin é economista e comentarista de televisão.

As autoridades turcas congelaram bens ligados a responsáveis por várias empresas financeiras e restringiram operações de alguns deles, além de cônjuges e familiares próximos. Os procuradores também solicitaram registros de transferências de dinheiro e de criptoativos para o exterior desde 2024, para investigar uma possível transferência de patrimônio.

A Bulls Yatırım informou que seu presidente, Kemal Akkaya, foi libertado depois de prestar depoimento. Segundo a empresa, ele disse aos procuradores que a corretora não tem envolvimento com estruturas descritas como esquemas Ponzi ou esquemas em cadeia.

O ministro da Justiça, Akın Gürlek, afirmou que os responsáveis por explorar as economias dos cidadãos serão responsabilizados. Ele também disse que as autoridades investigam métodos semelhantes aos de esquemas Ponzi. Na ocasião, quatro suspeitos estavam em prisão preventiva e 51 pessoas estavam proibidas de deixar o país.

Liquidação dos fundos

O Conselho dos Mercados de Capitais determinou a liquidação de 131 fundos administrados por sete empresas. O İşbank e o banco estatal Ziraat vão supervisionar o processo. Os investidores deverão receber valores proporcionais às suas participações conforme os ativos forem vendidos, mas ainda não se sabe quanto será recuperado.

O prazo para a venda dos ativos foi ampliado de três para seis meses em 21 de setembro. O regulador disse que a mudança busca permitir a venda dos fundos nas condições mais favoráveis, considerando a composição das carteiras e as condições de mercado.

O ministro das Finanças, Mehmet Şimşek, estimou o valor dos fundos em 18,3 bilhões de dólares e disse não esperar que a crise se espalhe pelo mercado financeiro turco. Ele afirmou que a área afetada foi colocada em quarentena e que os fundos representam 10% do setor.

Antes dos atrasos, a MSCI havia alertado, em junho, para possíveis operações coordenadas envolvendo fundos ligados a empresas turcas de menor porte negociadas em bolsa. A organização afirmou que essas operações poderiam distorcer os preços, mas não apontou a Tera ou outra empresa como responsável por manipulação.

As ações da Tera chegaram a subir mais de 50.000% no pico, quatro anos depois da entrada da empresa na bolsa. Em agosto, os reguladores turcos endureceram as regras para fundos de investimento. Desde o início da semana passada, o índice Borsa Istanbul All Shares caiu 12%, enquanto cerca de 50 ações recuaram 40% ou mais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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