São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Turquia retira bloqueios de ativos de empresas e fundos sob investigação

Restrições foram retiradas de 45 empresas e 19 fundos; medidas contra indivíduos continuam em vigor durante a investigação.

Turquia retira bloqueios de ativos de empresas e fundos sob investigação

A Procuradoria-Geral de Istambul retirou as restrições impostas a ativos de 45 empresas e 19 fundos investigados na crise dos fundos de investimento da Turquia. As medidas contra indivíduos continuam em vigor. Mais de 450 000 investidores têm participações em fundos avaliados em mais de 18 bilhões de dólares, que estão sendo liquidados.

As restrições haviam sido aplicadas durante o fim de semana a 46 entidades jurídicas, 18 fundos e 42 indivíduos, segundo o ministro da Justiça, Akın Gürlek. A retirada dos bloqueios ocorreu após uma nova avaliação do Conselho dos Mercados de Capitais.

O ministro do Tesouro e das Finanças, Mehmet Şimşek, afirmou que proteger investimentos, empregos, produção e exportações é prioridade. Segundo ele, os processos judiciais contra pessoas envolvidas em atividades que distorceram o mercado continuarão, enquanto indivíduos e empresas sem ligação com essas práticas não serão alvo de medidas.

A decisão foi anunciada após a demissão de Fatma Betül Sayan Kaya, vice-presidente do AKP, partido liderado pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan. Kaya deixou o cargo depois de ser acusada de vender ações no valor de dezenas de milhões de dólares pouco antes de uma queda da bolsa. O porta-voz do AKP, Ömer Çelik, disse que Erdoğan aceitou a demissão e declarou: “todos os que estiverem envolvidos em irregularidades, corrupção, abuso ou qualquer coisa que cause prejuízo serão responsabilizados”.

Kaya, que foi ministra da Família e dos Assuntos Sociais entre 2016 e 2018, afirmou que pediu para sair para que as alegações fossem “esclarecidas”. Ela também pediu perdão a Erdoğan. A ex-dirigente ainda não respondeu diretamente às acusações.

Como a crise começou

As ações turcas caíram em 16 de setembro, em meio a suspeitas de manipulação de preços envolvendo fundos de investimento. O porta-voz do New Party, Zeynel Emre, afirmou que Kaya recebeu cerca de 1,3 bilhão de liras turcas, equivalentes a 23,3 milhões de euros, ao vender ações pouco antes da queda. Segundo ele, ela havia comprado os papéis por 63,4 milhões de liras, ou 1,1 milhão de euros, em abril. A maior parte era de ações da empresa de construção naval Özata Denizcilik.

A crise começou depois que regras mais rígidas do Conselho dos Mercados de Capitais, impostas em 28 de agosto, foram seguidas por saques em alguns fundos. Em 17 de setembro, o órgão decidiu liquidar 131 fundos pertencentes a Tera, Pusula, Hedef, Atlas, A1 Capital, Pardus e Bulls Portfolio.

A Procuradoria-Geral de Istambul abriu uma investigação para apurar se as avaliações dos fundos foram infladas artificialmente. Pelo menos 45 pessoas foram detidas. As autoridades também investigam suspeitas de manipulação de mercado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5