São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bancos centrais da UE defendem restrições maiores para stablecoins

Proposta prevê ampliar a proibição de juros, regular staking e DeFi e dar à ESMA poderes sobre empresas de criptoativos.

Bancos centrais da UE defendem restrições maiores para stablecoins

Bancos centrais europeus querem endurecer as regras da União Europeia para criptoativos, com uma proibição mais ampla de juros em stablecoins, poderes para interromper a emissão de tokens ligados a moedas estrangeiras e supervisão comum sobre empresas do setor.

A posição foi apresentada pelo Sistema Europeu de Bancos Centrais, que reúne o BCE e os bancos centrais nacionais da UE. O documento servirá de subsídio para a revisão do Regulamento dos Mercados de Criptoativos, conhecido como MiCA, conduzida pela Comissão Europeia.

O MiCA está em vigor desde dezembro de 2024. O último prazo transitório para operadores já estabelecidos terminou em 1 de julho. A consulta pública da Comissão Europeia termina em 30 de setembro. As recomendações dos bancos centrais não são obrigatórias, e a Comissão ainda avaliará outras contribuições antes de decidir se reabre o regulamento. Diplomatas da UE esperam uma revisão em 2027, que precisará ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros.

Juros, recompensas e stablecoins

Stablecoins são criptoativos criados para manter valor estável, geralmente ligados ao dólar norte-americano. O MiCA já proíbe que emissores e plataformas paguem juros sobre essas moedas. Os bancos centrais querem preservar a regra e estendê-la a empréstimos, financiamentos, staking e recompensas indiretas que tenham efeito econômico semelhante.

“O pagamento de remuneração de stablecoins deve continuar a ser proibido”, afirma a resposta do BCE. O documento também defende a possibilidade de proibir novas emissões e exigir o resgate de tokens existentes quando a atividade for considerada uma ameaça à estabilidade financeira.

A posição inclui críticas ao uso de stablecoins para pagamentos cotidianos dentro da UE e alerta para a dificuldade de saber quantos tokens são mantidos no bloco quando a mesma moeda é emitida dentro e fora dele.

Staking, DeFi e supervisão

Os bancos centrais defendem que staking, empréstimos e financiamentos com criptoativos sejam regulados em nível da União. A recomendação também alcança as finanças descentralizadas, ou DeFi, cujas operações ocorrem por meio de programas automatizados. O documento afirma que a descentralização completa raramente é alcançada, o que dificulta identificar quem exerce o controle.

A instituição apoia ainda a transferência da concessão de licenças e da supervisão das empresas de criptoativos dos reguladores nacionais para a ESMA, supervisora dos mercados da União Europeia. Atualmente, uma licença nacional vale para todo o bloco.

O documento menciona a Binance, que retirou uma candidatura na Grécia em 24 de junho. O BCE e o regulador grego não confirmaram o relato sobre a candidatura. O BCE afirmou não ter papel formal na concessão dessas licenças, enquanto a Binance declarou que “não fará comentários sobre especulação”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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