São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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UE manterá veto a novas perfurações de petróleo e gás no Ártico

Comissão Europeia rejeita rever a moratória diante da pressão da Noruega e de preocupações sobre o abastecimento energético.

UE manterá veto a novas perfurações de petróleo e gás no Ártico

A Comissão Europeia manterá a proibição de novas perfurações de petróleo e gás no Ártico na estratégia revisada para a região, prevista para ser apresentada em 20 de outubro. A decisão ocorre apesar da pressão da Noruega, importante fornecedora de energia do bloco, para que a moratória seja abandonada.

A posição oficial continuará sendo a de que novos projetos de combustíveis fósseis no Ártico são incompatíveis com as metas climáticas europeias. Um porta-voz da Comissão afirmou que “a nossa abordagem à moratória permanecerá inalterada” e citou como objetivos o combate às mudanças climáticas e à degradação ambiental, além do desenvolvimento econômico sustentável.

A estratégia revisada será uma atualização do documento da União Europeia de 2021. A proibição, porém, deve continuar como compromisso político sem força jurídica obrigatória. A Comissão informou que o processo ainda está em andamento, sem indicar mudança nesse aspecto.

Pressão da Noruega

A Noruega defende que a exploração de gás no Ártico pode funcionar como uma garantia para a União Europeia diante da alta dos preços da energia. O ministro norueguês da Energia, Terje Aasland, afirmou que a continuidade das atividades no mar de Barents atende aos interesses dos dois lados e disse que o país continuará perfurando na região, independentemente da posição europeia.

A Noruega respondeu por 54,4% das importações europeias de gás natural liquefeito entre janeiro e junho, acima dos 52,1% registrados em 2025, segundo dados da União Europeia. O país se tornou o maior fornecedor de GNL do bloco em um cenário no qual o gás russo transportado por gasodutos praticamente deixou o mercado europeu.

Organizações ambientalistas contestam, contudo, que novos projetos no Ártico possam resolver necessidades imediatas. Segundo uma análise da WWF-Noruega, o gás do novo Mar de Barents só entraria em produção a partir de 2045. A organização calcula que o gás norueguês do Ártico representa 1,4% das importações da União Europeia.

A WWF-Noruega também citou projeções de queda da demanda europeia por gás fóssil, de cerca de 329 bilhões de metros cúbicos em 2024 para aproximadamente 85 bilhões de metros cúbicos em 2040. A redução estaria associada a uma trajetória compatível com a diminuição de 90% das emissões.

O relatório não questiona a produção norueguesa já existente nem o papel do país como fornecedor de energia. A organização defende que fontes limpas, eletrificação e eficiência energética poderiam reduzir mais rapidamente a dependência de combustíveis fósseis importados.

Discussões sobre segurança no Ártico

A manutenção da moratória foi discutida na Cúpula do Ártico realizada pela Finlândia em 13 e 14 de setembro. O encontro, em Rovaniemi, reuniu representantes de Alemanha, Dinamarca, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, França, Grécia, Países Baixos, Polônia e Suécia.

Também participaram o presidente do Conselho Europeu, António Costa; a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas; e o comissário de Parcerias Internacionais, Jozef Síkela. O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, defendeu uma abordagem ampla para a segurança regional, incluindo energia, minerais críticos, infraestrutura, logística, rotas comerciais e mudanças climáticas.

Orpo também mencionou o aumento do interesse e da atividade de China, Rússia e Estados Unidos no Ártico. Não está claro se o acordo firmado entre Washington, Dinamarca e Groenlândia em 18 de setembro inclui um projeto de exploração de petróleo na bacia de Jameson Land, no leste da Groenlândia.

Em 7 de setembro, a Comissão Europeia anunciou investimentos de 200 milhões de euros para a Groenlândia. Os recursos incluem produção de energia com baixas emissões de carbono, armazenamento e tecnologias adaptadas ao Ártico e à resiliência dos sistemas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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