São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Uruguai lidera ranking global de destinos para aposentados em 2026

Índice da Global Citizen Solutions avaliou 46 programas; Europa tem seis países entre os dez primeiros, mas enfrenta desvantagens fiscais.

Uruguai lidera ranking global de destinos para aposentados em 2026

O Uruguai lidera o ranking global de destinos para aposentados de 2026, elaborado pela Global Citizen Solutions. Portugal, que ocupava o primeiro lugar no ano passado, caiu para a quinta posição. A Europa continua como a região mais representada, com seis países entre os dez primeiros, enquanto as Américas têm três posições e Maurícia aparece em segundo lugar.

O índice compara 46 programas de residência voltados a aposentados e pessoas com rendimentos passivos. A avaliação considera qualidade de vida, liberdade de viagem, caminhos para a cidadania, tributação, processo de candidatura e custos.

Qualidade de vida e impostos

O Uruguai ficou em primeiro lugar por apresentar resultados sólidos nas cinco categorias, sem liderar isoladamente nenhum dos critérios. Maurícia combinou um regime fiscal favorável com bom desempenho nos demais quesitos. A diferença entre o primeiro e o décimo colocado é inferior a quatro pontos, segundo o relatório.

A qualidade de vida é o fator de maior peso no índice, seguida por mobilidade e cidadania, tributação, processos de candidatura e custos. Países europeus se destacam nos dois primeiros aspectos, mas tendem a receber notas menores em impostos. Já as Américas são favorecidas pela acessibilidade e pela tributação, enquanto os países do Golfo se destacam por impostos baixos e processamento rápido.

A Espanha é o país europeu mais bem colocado para aposentados que querem viver no exterior e ocupa a terceira posição global. O país está em quinto lugar mundial em qualidade de vida, mas aparece na última posição entre os 46 avaliados em tributação. O processo de candidatura pode levar até oito meses.

Portugal é o segundo programa europeu mais bem classificado. A queda da primeira para a quinta posição global acompanha o aumento do período exigido para obter a cidadania: em maio, o requisito passou de cinco para dez anos para a maioria dos candidatos de fora da União Europeia. O país exige renda mensal de 920 euros, mas o processamento pode levar até dois anos e sua posição em tributação é a 41.ª.

Diferenças entre os programas

Os dez programas europeus mais bem avaliados são os de Espanha, Portugal, Letônia, Andorra, Itália, Grécia, Áustria, Albânia, Chipre e Malta. Entre os programas com melhor desempenho fiscal estão Malta, Andorra e Chipre, que também podem exigir renda elevada, investimentos expressivos ou processos demorados.

A Letônia é o terceiro melhor programa europeu e oferece decisões em dois a quatro meses. Em Chipre, o processo pode ultrapassar dois anos, embora o país aplique uma taxa de 5%, sujeita a condições específicas. A Grécia oferece uma taxa fixa de 7% sobre pensões estrangeiras, assim como o sul da Itália, segundo o relatório.

Andorra tem o melhor desempenho do índice em segurança e ambiente, ocupa o terceiro lugar mundial em qualidade de vida e limita o imposto de renda a 10%. O programa exige investimento local de 1 milhão de euros, além de renda substancial, e é o mais caro do índice. Na Grécia, a renda mensal exigida é de 3 500 euros.

Os requisitos de renda variam de menos de 600 euros mensais na Nicarágua a mais de 9 000 euros no Bahrein. Na Europa, Chipre pode exigir menos de 800 euros mensais, enquanto Andorra requer mais de 4 500 euros. Os valores comparativos foram convertidos em euros e podem variar conforme as taxas de câmbio.

Cidadania e passaporte

O relatório informa que 24 programas oferecem naturalização em até cinco anos e 17 permitem o processo entre seis e dez anos. Andorra exige 20 anos. Malta, Emirados Árabes Unidos, Irlanda e Bahrein não preveem uma via padrão para a cidadania por meio de vistos de aposentadoria ou de rendimentos passivos.

Os prazos mais curtos estão na América do Sul: cerca de dois anos na Argentina e aproximadamente três anos no Uruguai, no Paraguai e em outros países. Onze países, incluindo Áustria, Andorra, Emirados Árabes Unidos e Malásia, não permitem dupla nacionalidade, segundo o relatório.

Brasil, Argentina e Chile se destacam nas Américas pela acessibilidade, pela tributação favorável e por caminhos relativamente curtos para a cidadania. Maurícia é o país africano mais bem colocado, enquanto os programas do Oriente Médio oferecem impostos baixos e processamento rápido, mas não incluem uma via padrão para a cidadania.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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