São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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World Athletics rejeita mudança na política para atletas russos e bielorrussos

Sebastian Coe diz que a federação manterá a exclusão e nega que a decisão seja motivada por questões pessoais.

World Athletics rejeita mudança na política para atletas russos e bielorrussos

A World Athletics não vai alterar a política que impede a participação de atletas russos e bielorrussos em suas competições, afirmou o presidente da entidade, Sebastian Coe. A declaração foi dada durante entrevista à margem do Ultimate Championship, realizado em Budapeste.

A Federação Russa de Atletismo levou duas ações contra a World Athletics ao Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana. A entidade russa afirma que a exclusão prejudica os interesses do atletismo no país e restringe o direito de seus atletas de competir. Grupos de atletas russos também recorreram às comissões de Direitos Humanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da ONU.

Questionado sobre a possibilidade de rever a medida após o COI flexibilizar suas restrições e deixar a decisão final para cada federação internacional, Coe respondeu: “Vamos manter a nossa posição e vamos defendê-la”.

Resposta às acusações russas

Boris Yarishevsky, diretor-executivo da Federação Russa de Atletismo, acusou Coe de ter uma “obsessão pessoal” contra a participação de atletas russos. O dirigente britânico rejeitou a afirmação e disse que a posição da World Athletics está relacionada à forma como a federação entende a integridade das competições, dos atletas e das regras de elegibilidade.

A World Athletics impôs a exclusão total dos atletas russos em março de 2022, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Desde então, federações internacionais de luta, judô, esgrima e a World Aquatics flexibilizaram seus critérios, mas a entidade do atletismo manteve a própria política.

Balanço do mandato

Coe está no terceiro e último mandato de quatro anos à frente da World Athletics, que termina em 2027. Ele assumiu a liderança da antiga IAAF em 2015, após as eleições realizadas durante os Campeonatos do Mundo de Atletismo, em Pequim. A escolha de seu sucessor também ocorrerá em Pequim, dentro de um ano.

Entre os pontos destacados no balanço de sua gestão estão a criação de regras de governança, sistemas de controle e equilíbrio e a independência da Unidade de Integridade do Atletismo. Coe também citou a estrutura paritária do conselho de administração, formado por 26 membros, 13 homens e 13 mulheres, e o aumento das receitas nos últimos quatro anos.

O presidente apresentou o Ultimate Championship como um possível legado de sua gestão. A competição distribui 10 milhões de dólares e reuniu 381 competidores de 65 países diferentes. Segundo Coe, o formato pode inspirar mudanças nos Campeonatos do Mundo e até no programa olímpico.

Questionado sobre a crise na governança esportiva e sobre a situação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, Coe não comentou diretamente outras entidades. Ele afirmou que sua responsabilidade é comandar a World Athletics e defendeu que a organização avançou na melhoria de sua governança.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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