Os enviados especiais dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniram neste domingo (5), em Kiev, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A visita ocorreu um dia depois de os dois conversarem com Vladimir Putin, em Moscou, sobre a guerra entre os dois países.
Segundo Donald Trump, os emissários levaram uma proposta para encerrar o conflito. Esta foi a primeira visita de Kushner e Witkoff à capital ucraniana. Eles foram recebidos por Zelensky na Praça Sofia, no centro da cidade.
Antes do encontro, o presidente ucraniano afirmou que Kiev está disposta a continuar as negociações, mas defendeu garantias de segurança. “Queremos acelerar o fim da guerra. A paz é necessária. Garantias de segurança são necessárias”, declarou.
Representantes da França, da Grã-Bretanha e da Alemanha responsáveis por questões de segurança nacional também estiveram em Kiev neste domingo. Zelensky ainda se reuniu com sua equipe de negociação, incluindo Kyrylo Budanov, chefe do gabinete presidencial, e Rustem Umerov, chefe da inteligência estrangeira.
As condições ucranianas para um acordo, segundo Zelensky, estão definidas. As negociações enfrentam um impasse territorial: Moscou exige a retirada completa das forças ucranianas da região leste de Donetsk, condição considerada inaceitável por Kiev.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sibyha, disse que o avanço russo no território ucraniano foi de 5 quilômetros quadrados em agosto. A declaração sinaliza a posição de Kiev de que as reivindicações territoriais russas não correspondem à situação no terreno.
Em Moscou, Kushner e Witkoff discutiram com Putin planos para a Ucrânia. Também foram tratados temas econômicos e possíveis projetos entre Rússia e Estados Unidos.
Expectativas na Ucrânia
Entre os ucranianos, há esperança e ceticismo sobre o fim da guerra, iniciada em fevereiro de 2022. Yulia, faxineira de 41 anos que vive em Kiev e veio de áreas sob ocupação russa, disse esperar que as negociações preservem os territórios ucranianos.
Yaroslav, de 29 anos, morador de Kiev, afirmou que não vê motivo para esperança e resumiu sua avaliação: “Já houve negociações demais”.







