Domingo, 6 de setembro de 2026
Economia

Investidores com mais de cinco anos já representam 60% dos cotistas de FIIs

Pesquisa mostra avanço da experiência, maior diversificação e preferência por renda mensal entre investidores de fundos imobiliários.

Investidores com mais de cinco anos já representam 60% dos cotistas de FIIs

Investidores com mais de cinco anos de atuação em fundos imobiliários (FIIs) passaram de 13% em 2020 para 60% em 2026, segundo pesquisa de perfil conduzida pela Brain Inteligência Estratégica, pelo Clube FII e pela Tree Inteligência Financeira. No mesmo período, a participação dos iniciantes, com até um ano no segmento, caiu de 36% para 4%.

O levantamento foi realizado em junho de 2026 com investidores da base do Clube FII. A pesquisa indica que os FIIs permanecem voltados à geração de renda recorrente e à formação de patrimônio no longo prazo, mesmo com a Selic em 14,50% ao ano.

A renda mensal é apontada por 94% dos participantes como o principal motivo para permanecer no segmento. A isenção de Imposto de Renda sobre os proventos é citada por 77%, enquanto 52% valorizam a possibilidade de investir no setor imobiliário sem lidar com a burocracia de um imóvel físico. Para 97%, os FIIs fazem parte da estratégia de aposentadoria.

Perfil financeiro e diversificação

O aumento da experiência veio acompanhado de uma maior concentração de recursos. A parcela de investidores com mais de R$ 500 mil aplicados em FIIs cresceu 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026, chegando a 37% do total. Outros 32% declararam manter entre R$ 100 mil e R$ 500 mil investidos.

A quantidade média de fundos por carteira chegou a 18, alta de 84,5% em relação aos 9,7 registrados em 2020. A administração direta das posições também predomina: 97% afirmam cuidar dos próprios investimentos, sem assessor ou gerente bancário.

Fabio Tadeu Araújo, CEO da Brain, afirmou que os investidores apresentam diferenças de patrimônio, conhecimento e objetivos. Segundo ele, quem investe menos busca rentabilidade, enquanto os investidores de maior renda demonstram preocupação com a gestão dos fundos.

Preferências e riscos

Fundos de recebíveis imobiliários estão presentes em 67% das carteiras e têm 67% de atratividade para novos aportes. Os galpões logísticos aparecem em 66% das carteiras e lideram a intenção de investimento, com 75%. Também estão entre as preferências os fundos híbridos, com 57%, os shopping centers, com 55%, as lajes corporativas, com 52%, e os fundos de fundos, com 28%.

Entre as gestoras, a Kinea Investimentos foi citada por 63% dos participantes, seguida por BTG Pactual, com 30%, Pátria, com 29%, XP, com 16%, e Hedge/CSHG, com 13%. Os fundos mais frequentes nas carteiras são XPML11, com 23%, BTLG11, com 21%, e TRXF11, com 18%.

A percepção de risco político aumentou. A parcela que considera o ambiente político um fator de forte redução da disposição para investir passou de 10% em 2024 para 70% em 2026. O risco de mercado foi citado por 85%, à frente de inadimplência, com 78%, e vacância, com 75%.

A amostra é formada majoritariamente por homens, que representam 89%. Baby Boomers, de 62 a 80 anos, correspondem a 42%, e a Geração X, de 46 a 61 anos, a 38%. A maior parte dos participantes está no Sudeste: São Paulo reúne 43%, o Rio, 12%, e Minas, 8%. Aposentados são 22% da amostra; engenheiros, 15%; profissionais de TI, 8%; servidores públicos, 7%; e administradores, 7%.

O mercado de fundos de investimentos imobiliários reúne cerca de 3,2 milhões de investidores, conforme o número de CPFs cadastrados na B3.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5