São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Apostas esportivas podem influenciar eleição de 2026, avalia economista

Ivo Chermont relaciona o avanço das bets ao endividamento das famílias e vê cenário favorável à oposição na disputa presidencial.

As apostas esportivas online podem ter peso relevante na eleição presidencial de 2026, na avaliação de Ivo Chermont, sócio e economista-chefe da Quantitas Asset Management. Para ele, o avanço das plataformas ampliou o endividamento das famílias e criou um ambiente de insatisfação com o governo Lula.

Durante participação no podcast Market Makers, Chermont comparou o impacto político das bets ao efeito da pandemia sobre a gestão de Jair Bolsonaro. “As bets são a covid do Lula”, afirmou.

O economista considera que a economia continuará entre os principais fatores da disputa, mas avalia que a percepção dos eleitores não será determinada apenas por indicadores tradicionais. O endividamento de famílias e empresas, segundo ele, reduz a sensação de bem-estar econômico e dificulta a recuperação da capacidade financeira.

Chermont também classificou o avanço das apostas como uma questão de saúde pública. “As pessoas estão doentes, todo mundo se endividando”, disse. Na avaliação dele, o eleitor percebe que uma parcela crescente da renda está comprometida com dívidas e apostas, independentemente do comportamento dos indicadores macroeconômicos.

Disputa pode se concentrar em dois candidatos

José Dezene Júnior, analista político entrevistado no mesmo podcast, afirmou que a eleição tende a assumir a forma de um plebiscito sobre a continuidade do governo. A questão central para os eleitores seria decidir se Lula merece mais quatro anos. Esse cenário, segundo a avaliação apresentada, pode concentrar votos nos dois principais candidatos e reduzir o espaço de nomes de centro ou de uma terceira via.

Chermont vê vantagem momentânea para a oposição em uma disputa apontada como apertada pelas pesquisas. Para ele, Lula precisaria chegar ao segundo turno com uma distância de pelo menos quatro ou cinco pontos para compensar a transferência histórica de votos de candidatos de centro e centro-direita para o campo conservador. As pesquisas, afirmou, não indicam até agora que essa vantagem será alcançada.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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