NOVA YORK — O governo brasileiro avalia quais produtos poderão ser incluídos em uma lista de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A informação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou não querer confronto com o país e defendeu a negociação.
Em agosto, o Brasil notificou os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade por causa das medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. O país foi atingido por uma tarifa de 25%, específica para produtos brasileiros, e outra de 12,5%, aplicada também a outras nações. As duas taxas são acumuladas, embora existam exceções para determinados itens da pauta exportadora.
Críticas à condução das negociações
Em entrevista à CNN nesta segunda-feira, Lula afirmou que Trump conduz as negociações de sanções tarifárias como um “imperador”. O presidente brasileiro disse discordar de um modelo baseado na obediência à força e declarou que considera as tarifas fundamentadas em mentiras.
Lula também afirmou que o Brasil tem déficit nas relações comerciais e que busca novos parceiros. “Não queremos desafiar ou confrontar”, disse, ao argumentar que cada país tem soberania.
O presidente está em Nova York para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Durante a entrevista, afirmou que não pretende entrar em guerra com os Estados Unidos e que fará esforços para negociar.
Ao tratar da resposta brasileira, Lula disse que o governo ainda precisa definir os produtos que farão parte da lista. Segundo ele, Trump não tem o direito de impor suas vontades ao Brasil.








