São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula levará à ONU crítica à definição de terrorismo usada por Trump

Presidente rejeitou classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas e relacionou terrorismo à tentativa de golpe de 8 de Janeiro.

Lula levará à ONU crítica à definição de terrorismo usada por Trump

O combate ao crime organizado deve ser um dos principais temas do discurso que Luiz Inácio Lula da Silva fará na Assembleia Geral da ONU. O presidente embarca no domingo 20 para Nova York e abrirá o debate geral na terça-feira 22, antes da fala de Donald Trump.

A orientação prevista pelo governo é apresentar o enfrentamento às facções como uma questão de soberania e cooperação internacional, sem necessariamente citar Trump ou os Estados Unidos. O Planalto não espera uma reunião bilateral entre os dois presidentes. Como os discursos ocorrerão em sequência, pode haver apenas um contato informal entre eles na transição das falas.

Divergência sobre as facções

Em agenda sobre segurança pública no Rio, Lula afirmou nesta sexta-feira 18 que discorda da decisão do governo norte-americano de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos.

O presidente reconheceu que as facções produzem efeitos de terror sobre moradores de áreas sob seu domínio e defendeu o combate ao crime organizado. A distinção feita por Lula é que esses grupos atuam no controle de territórios e atividades econômicas, enquanto o conceito de terrorismo associado à fala de Trump estaria ligado à disputa pelo poder político.

“Não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas”, afirmou Lula.

A declaração ocorreu após críticas do governo dos Estados Unidos à atuação brasileira contra PCC e CV. Em documento divulgado nesta semana, a administração Trump acusou o Brasil de falhar no combate às organizações criminosas.

Referência ao 8 de Janeiro

Ao explicar sua interpretação sobre terrorismo, Lula citou Jair Bolsonaro e a tentativa de golpe de 8 de Janeiro. Segundo o presidente, o plano envolvia matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Ele classificou esse episódio como terrorismo de Estado e afirmou que é nesse tipo de disputa pelo poder que o termo usado por Trump se aplicaria.

A viagem ocorre às vésperas das eleições de 2026. Na ONU, o governo pretende tratar o crime organizado como tema de cooperação entre países, em contraposição a iniciativas consideradas unilaterais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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