Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que pretende rever os contratos assinados por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e descartou novas privatizações de linhas do Metrô caso seja eleito. A declaração foi dada durante entrevista à Record TV nesta segunda-feira (21).
Haddad também citou a Sabesp e disse que poderá defender a retomada da empresa pelo poder público se, após a revisão contratual, houver descumprimento das cláusulas. O candidato afirmou que primeiro analisará o contrato, depois poderá recorrer à Justiça e, se o problema não for resolvido, retomar a companhia para o controle público.
“Eu não vou privatizar as linhas do Metrô”, declarou. Segundo Haddad, a decisão incluiria as linhas novas e aquelas que ainda não foram privatizadas, porque o modelo não estaria funcionando para os usuários.
Contratos e privatizações
O candidato disse que pretende interromper o que chamou de esquema de venda de ativos públicos e afirmou que pretende impor regras ao setor privado. Ao criticar o mercado financeiro, declarou que a “Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho”.
Haddad afirmou que já revisou contratos durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda e que, naquele período, analisou acordos assinados por Tarcísio quando ele era ministro da Infraestrutura. Na avaliação apresentada pelo candidato, a revisão poderia recuperar recursos, valorizar o serviço público e abrir espaço para novos investimentos.
Sobre a Sabesp, Haddad afirmou que a reestatização poderia ocorrer sem pagamento de indenização à empresa, caso o contrato aditado não fosse cumprido e a judicialização não solucionasse a questão.
O candidato também disse que, durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo, não houve denúncia do Ministério Público de corrupção em contratos do transporte público municipal. Ao responder a uma pergunta sobre combate à corrupção, mencionou a prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ligada à Operação Vectura Corrupta, e afirmou que Tarcísio havia pedido votos para os filhos de Leite na zona sul de São Paulo.
Segurança e debate
Haddad voltou a defender a criação de uma agência antifacção no Estado de São Paulo. A estrutura, segundo ele, seria presidida pelo governador e reuniria as Polícias de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal.
O candidato também criticou a ausência de Tarcísio no debate da Record TV, que acabou convertido em entrevista. Haddad disse que os dois candidatos somavam 90% dos votos válidos e que a participação conjunta permitiria apresentar propostas ao eleitor. Para ele, a ausência do governador demonstrou desrespeito com o eleitor e falta de confiança nas propostas para um segundo mandato.







