São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Hungria reduz pedido de empréstimo de defesa da União Europeia

Governo de Péter Magyar informou que pretende limitar o pedido no programa SAFE a 5,4 bilhões de euros.

Hungria reduz pedido de empréstimo de defesa da União Europeia

O governo húngaro informou à Comissão Europeia que pretende reduzir de 16,4 bilhões para 5,4 bilhões de euros o pedido de empréstimo para defesa no programa Security Action For Europe (SAFE). A mudança foi confirmada na sexta-feira por Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia.

O valor representa menos da metade do montante solicitado inicialmente pelo governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán. Péter Magyar, sucessor de Orbán, assumiu o cargo em abril e contestou a proposta anterior. A intenção, de acordo com as informações apresentadas, era reavaliar o pedido diante de alegados riscos de corrupção associados ao governo anterior.

Regnier afirmou que as novas autoridades húngaras poderiam analisar a situação e decidiram solicitar um valor inferior ao que havia sido inicialmente atribuído ao país.

Pedido da Itália

A Comissão Europeia também confirmou na sexta-feira o valor destinado à Itália no programa SAFE. O governo italiano apresentou formalmente um pedido de 8 bilhões de euros, cerca de metade dos 14,9 bilhões de euros previstos inicialmente pela administração da primeira-ministra Giorgia Meloni.

O anúncio ocorreu depois de negociações entre Bruxelas e Roma sobre a distribuição dos recursos. A divisão não chegou a ser formalmente concluída, mas provocou consternação nas duas capitais.

Lançado pela Comissão Europeia no ano passado, o SAFE oferece empréstimos com juros reduzidos para reforçar as indústrias de defesa e o nível de prontidão militar dos países do bloco, em resposta à ameaça representada pela Rússia.

O programa tem um envelope financeiro total de 150 bilhões de euros, distribuído entre 19 Estados-membros. O SAFE faz parte do plano Readiness 2030, que prevê mobilizar até 800 bilhões de euros em despesas adicionais de defesa até o fim da década.

Pelas regras do programa, pelo menos 65% do valor dos sistemas de armas comprados deve ter origem em um Estado-membro da União Europeia, na Ucrânia ou em um país do Espaço Econômico Europeu ou da Associação Europeia de Comércio Livre. Os 35% restantes podem vir de qualquer país terceiro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5