O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-ministro do Trabalho e da Previdência no governo de Jair Bolsonaro. Ahmed também foi conhecido anteriormente como José Carlos Oliveira.
A medida foi tomada após solicitação da Procuradoria-Geral da República. Na avaliação da PGR, o investigado não apresentou comportamento que prejudicasse as apurações. O monitoramento havia sido determinado em novembro de 2025.
Ahmed é citado em um relatório da Polícia Federal sobre descontos ilegais em aposentadorias e benefícios previdenciários do INSS. O documento aponta que ele teria recebido pelo menos 100 mil reais em propina da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, conhecida como Conafer.
A entidade está entre as investigadas pela Polícia Federal. Conforme os investigadores, Ahmed teria ajudado a Conafer a operar o esquema contra aposentados e pensionistas quando comandava o ministério. A apuração também indica que ele teria participado das irregularidades depois de deixar a pasta e assumir a presidência do INSS, entre novembro de 2021 e março de 2022.
A decisão de André Mendonça também alcança outras três pessoas. Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, apontado como operador financeiro da Conafer, deixará de usar o equipamento. A mesma determinação vale para Pedro Alves Corrêa Neto, servidor do Ministério da Agricultura, e Gilmar Stelo.
Gilmar é apontado como operador jurídico e financeiro de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. A decisão, portanto, retirou o monitoramento eletrônico de Ahmed e dos demais investigados mencionados no caso.








