São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

MPE contesta candidatura de Antônio Rueda à Câmara no Rio de Janeiro

Órgão afirma que a campanha teria apoio de chefes de milícias e uso de estrutura paramilitar em Belford Roxo.

MPE contesta candidatura de Antônio Rueda à Câmara no Rio de Janeiro

O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro de candidatura de Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda, presidente do União Brasil, ao cargo de deputado federal. O órgão aponta suposto envolvimento de chefes de milícias na campanha. Rueda não respondeu às tentativas de contato mencionadas no caso.

A manifestação se baseia na proibição constitucional do uso de organizações paramilitares e milícias em campanhas políticas. Segundo o MPE, a candidatura teria recebido apoio de chefes de milícias que atuam em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, além de se beneficiar de estruturas de coerção paramilitar.

O documento cita Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão. Os dois tiveram os registros de candidatura a vereador nas eleições de 2024 indeferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral por, conforme o MPE, liderança e atuação como braços políticos de milícias armadas violentas.

Araújo, que é policial militar, foi condenado a 8 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, por constituição de milícia privada. O órgão afirma que ele participa ativamente da coordenação e da promoção da campanha de Rueda.

Eduardo Araújo e Fabinho Varandão foram nomeados secretários municipais pelo prefeito de Belford Roxo, Márcio “Canella” Correia de Oliveira, em 2025. Para o MPE, a estrutura territorial ligada aos dois teria sido usada na promoção da candidatura de Rueda a deputado federal em 2026.

“A passagem formal de ambos pelo primeiro escalão governamental consolidou o seu papel de lideranças ativas na base eleitoral de Márcio Canella”, afirma o órgão no documento.

A manifestação também menciona uma suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O MPE cita depoimento prestado à Polícia Federal pelo piloto Mauro Caputti Mattosinho, segundo o qual os jatos executivos operados pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), usados por investigados do PCC, seriam de propriedade de Rueda. Entre os citados estão Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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