São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Política

Pedido de Paes ao STF questiona efeito de votos de Garotinho na eleição do Rio

A ação será relatada por Cristiano Zanin e contesta a decisão do TSE que anulou os votos do candidato do Republicanos.

Pedido de Paes ao STF questiona efeito de votos de Garotinho na eleição do Rio

Eduardo Paes (PSD) pediu ao Supremo Tribunal Federal que reveja os efeitos de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O caso foi distribuído ao ministro Cristiano Zanin, escolhido para relatar a solicitação apresentada nesta quinta-feira 8.

A decisão do TSE considerou nulos, por maioria, os votos recebidos por Garotinho no último domingo 4. A candidatura do ex-governador havia sido indeferida por unanimidade pela Corte. Os 3,17% obtidos por ele deverão entrar novamente na base de cálculo da eleição, procedimento que pode afetar a definição do vencedor para o governo do Rio de Janeiro.

Argumentos apresentados ao Supremo

Na petição, Paes pediu que o processo não fosse encaminhado aos ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os três integram o TSE e participaram do julgamento sobre a candidatura de Garotinho.

O candidato sustenta que os 3,17% devem ser mantidos na base de cálculo para verificar se algum concorrente alcançou a maioria absoluta. Ele afirma que a consequência do indeferimento definitivo deve atingir o candidato, o partido ou a coligação, e não os eleitores.

A argumentação cita o artigo 77 da Constituição Federal, segundo o qual é eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos, sem a contabilização dos votos em branco e dos nulos. Paes também menciona precedentes do STF que diferenciam a nulidade da votação dos votos nulos.

Antes do primeiro turno, o TSE havia definido que os votos de Garotinho seriam registrados como “anulados sub judice” até a análise do recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio. O TRE havia rejeitado a candidatura por causa de uma condenação por improbidade administrativa em 2018.

Retotalização no Rio

Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis divergiram da maioria no julgamento do TSE. Cueva afirmou que retirar os votos de Garotinho após a eleição poderia limitar a participação popular caso nenhum candidato tivesse alcançado a maioria absoluta no momento adequado.

Com a decisão do TSE, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio deverá fazer a retotalização dos votos para definir o futuro governador. O presidente da Corte local, desembargador Claudio de Mello Tavares, anunciou a medida.

Em nota, o TRE-RJ explicou que a retotalização não representa uma nova contagem: os dados registrados pelas urnas permanecem inalterados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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