São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Paulinho protocola pedidos de impeachment contra três ministros do STF

Representações no Senado citam relações com Daniel Vorcaro e o Banco Master, além de acusações específicas contra cada ministro.

Paulinho protocola pedidos de impeachment contra três ministros do STF

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) protocolou no Senado pedidos de impeachment contra André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As representações apontam supostos crimes de responsabilidade e mencionam relações dos ministros ou de pessoas próximas a eles com Daniel Vorcaro e o Banco Master.

O pedido contra Mendonça foi apresentado em 24 de setembro. As representações contra Nunes Marques e Fux foram protocoladas em 29 de setembro. Embora tenham um eixo comum, os documentos apresentam acusações diferentes para cada ministro.

Acusações contra Mendonça

Paulinho afirma que Mendonça teria atuado de forma parcial e com direcionamento político-eleitoral. A petição também questiona uma suposta criação de eventos processuais que poderiam favorecer um grupo político ligado ao ministro.

O deputado relaciona a acusação à atuação de Mendonça em investigações que atingem Alexandre de Moraes e à condução do caso Banco Master. O documento menciona ainda um encontro entre o ministro e Daniel Vorcaro para tratar, supostamente, de precatórios ligados ao banco.

A representação questiona uma suposta diferença de tratamento entre informações relacionadas a Moraes e aquelas envolvendo outros ministros, incluindo Nunes Marques.

Representações contra Nunes Marques e Fux

No pedido contra Nunes Marques, Paulinho cita suspeitas de relações financeiras e benefícios envolvendo Vorcaro, o ministro e pessoas de seu entorno. A petição menciona mensagens atribuídas ao banqueiro sobre o custeio de hospedagens e eventos para Nunes Marques.

O documento também cita a chamada “Turma do KN”, um suposto pagamento de 500 mil reais de Vorcaro ao advogado Kevin Marques, filho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e um contrato de 427 milhões de reais atribuído ao grupo com o Banco Master.

Contra Fux, o deputado sustenta que o ministro não deveria atuar em processos relacionados ao Banco Master por causa de uma possível situação de suspeição. A petição menciona contatos entre Vorcaro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro, em torno de um precatório ligado à Agro Industrial Tabu e de interesse do banco.

Paulinho afirma que o contato ocorreu às vésperas de um julgamento no Supremo e enquadra a conduta de Fux no dispositivo da Lei do Impeachment sobre comportamento incompatível com o cargo. O deputado escreveu que Fux “procede de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro do cargo”.

A representação também questiona o momento da manifestação do ministro. Segundo a argumentação apresentada, Fux votou contra o pedido relacionado ao caso somente em junho de 2026, quando Vorcaro já estava preso. A decisão acabou sendo unânime.

Pedido de afastamento no TSE

Na mesma semana, Paulinho pediu ao ministro Flávio Dino, do STF, o afastamento de Nunes Marques e Mendonça da fiscalização da propaganda eleitoral no TSE. Nunes Marques é presidente da Corte eleitoral, e Mendonça, vice-presidente.

O deputado questiona o acúmulo entre a direção do TSE e a atuação dos dois ministros em processos e na fiscalização de propaganda. Para Paulinho, isso teria provocado demora na análise de pedidos de direito de resposta e de outras ações eleitorais.

A solicitação foi apresentada no contexto de decisões sobre publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. Dino havia derrubado uma decisão de Mendonça, e Fux posteriormente interveio para restabelecê-la.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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