São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Estudo identifica limites na formulação de política de saúde para migrantes

Pesquisa da USP aponta participação social restrita, acesso limitado a documentos e falta de continuidade no grupo criado pelo Ministério da Saúde.

Estudo identifica limites na formulação de política de saúde para migrantes

A formulação da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas enfrenta limitações na participação social, na transparência e na continuidade dos trabalhos. A conclusão é de um estudo de Júlia Morais e Silva, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sobre a atuação do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Saúde para elaborar a política.

A pesquisa reconhece a criação do grupo como um avanço institucional, mas aponta que a sociedade civil participou de forma restrita. Também houve dificuldade para acessar documentos e informações sobre as reuniões e seus encaminhamentos.

Análise do grupo de trabalho

Júlia examinou 23 atas do Grupo de Trabalho, além de portarias e outros documentos oficiais. A pesquisa também incluiu entrevistas com 11 informantes-chave: nove representantes da sociedade civil e dois integrantes do governo federal.

“Embora a participação social seja um princípio estruturante do SUS, ela não se concretizou plenamente dentro do grupo de trabalho”, afirmou a pesquisadora.

O estudo identificou ainda a ausência de um cronograma fixo, a descontinuidade dos encontros e a falta de clareza sobre as decisões e providências encaminhadas. Outro problema apontado foi a baixa articulação entre a política migratória geral e as ações específicas de saúde.

Demandas do SUS

Segundo a pesquisa, a intensificação dos fluxos migratórios e dos deslocamentos forçados amplia os desafios para as políticas públicas. O Sistema Único de Saúde precisa responder à diversidade das trajetórias migratórias, às diferenças culturais e às vulnerabilidades específicas de cada grupo.

Migrantes, refugiados e apátridas podem enfrentar barreiras como discriminação, xenofobia e dificuldades para acessar serviços públicos. Por isso, a formulação da política deve levar em conta as diferentes trajetórias e necessidades dessas populações.

A expectativa apresentada no estudo é de que o processo avance para uma política mais democrática e articulada, com condições de assegurar o acesso universal e equitativo ao SUS.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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