São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Proposta de Gilmar Mendes amplia restrição a servidores cedidos ao STF

Medida alcança integrantes das Forças Armadas e de diferentes polícias; atualmente, delegados da PF atuam nos gabinetes de dois ministros.

Proposta de Gilmar Mendes amplia restrição a servidores cedidos ao STF
Foto: André Correa/STJ

A proposta apresentada por Gilmar Mendes ao Supremo Tribunal Federal (STF) atinge servidores cedidos de forças militares e policiais que trabalham nos gabinetes dos ministros. O texto foi formalizado neste sábado (5) e inclui integrantes das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias civis estaduais, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares dos estados, além das polícias penais federal, estaduais e distrital.

Atualmente, dois delegados da PF assessoram André Mendonça, relator de apurações do Master, de fraudes no INSS e de Lulinha. Alexandre de Moraes também conta com outros dois delegados.

A eventual retirada desses profissionais esteve no centro de um conflito entre Mendonça e Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF. Segundo interlocutores, o ministro avaliou que a tentativa de remover delegados de seu gabinete poderia interferir nas investigações em andamento.

Uma das críticas à presença de delegados no Supremo é a possibilidade de influência sobre o andamento dos inquéritos, cuja supervisão cabe ao ministro responsável. Gilmar Mendes afirmou a interlocutores que os gabinetes estariam se transformando em delegacias de polícia, com decisões sobre investigações sendo tomadas pelo tribunal, e não pela Polícia Federal.

Conversas sobre a crise

Gilmar Mendes disse a Luiz Inácio Lula da Silva que o governo demorou a agir para impedir o agravamento da crise entre o gabinete de André Mendonça e Andrei Rodrigues. Lula também conversou com Edson Fachin, presidente do STF, na terça-feira (1º), para avaliar a situação dentro da Corte.

O presidente da República deve declarar que há um clima de crise e defender uma reforma no Judiciário e na política. Também deve afirmar que ninguém pode estar “acima da lei”, sem mencionar diretamente Alexandre de Moraes.

Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF sobre mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. No documento, a PF afirma que o destinatário das mensagens era o ministro.

A Procuradoria-Geral da República respondeu ao relator do caso Master que considera o procedimento nulo. A PGR argumentou que somente a PF e o Ministério Público podem pedir uma investigação de ministro do STF, desde que o plenário do Supremo aprove a medida.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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