O enfrentamento de eventos climáticos extremos ocupa espaço central nos planos de governo dos sete candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. As propostas foram apresentadas após a catástrofe ambiental de 2024, quando o Estado não estava preparado para a dimensão do desastre. A Defesa Civil aparece como uma das principais estruturas para reduzir danos e perdas de vidas em novos episódios.
Luciano Zucco (PL) propõe orientar a política estadual de proteção e defesa civil pela prevenção e pela redução de riscos. O plano prevê critérios de resiliência no planejamento, no orçamento e nos investimentos públicos, além da ampliação da capacidade permanente da Defesa Civil, com equipes técnicas, coordenações regionais, operação ininterrupta, equipamentos e protocolos padronizados. Também defende a integração e a manutenção de radares, estações hidrológicas e meteorológicas e sensores geotécnicos.
Marcelo Maranata (PSDB) propõe tornar o Plano Rio Grande uma política permanente, atualizar mapas de risco e cenários climáticos por bacia e implantar alertas multicanal. Entre as medidas estão o fortalecimento da Defesa Civil e das coordenadorias municipais, padrões resilientes para obras, escolas, hospitais e habitação, recuperação de sistemas de proteção contra cheias e criação de um fundo permanente de prevenção e resposta. O plano também prevê simulados, planos de contingência regionais e proteção da infraestrutura crítica e das cadeias de suprimento.
Priscila Voigt (UP) defende obras de proteção contra enchentes e a reconstrução de diques e sistemas destruídos nas últimas cheias. Propõe ainda moradias definitivas para famílias atingidas que ainda não foram contempladas, incluindo pessoas em habitações temporárias, além de frentes de trabalho para obras de saneamento, saúde, educação, calçamento e recuperação de áreas industriais.
Rejane de Oliveira (PSTU) propõe conselhos de trabalhadores para elaborar e aplicar planos de prevenção e enfrentamento a eventos extremos. Ela defende o uso exclusivo dos recursos do Funrigs em sistemas de proteção, escolas, postos de saúde e moradias, além de obras de macrodrenagem, contenção de encostas, reflorestamento urbano e a criação de uma empresa pública de obras.
Outras propostas
César Pontes (PCO), cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral, apresenta propostas relacionadas à Amazônia, à soberania nacional e ao apoio a Cuba, Nicarágua, Venezuela e à luta do povo boliviano.
Gabriel Souza (MDB) propõe uma governança climática e ambiental integrada, com coordenação entre Estado, municípios, academia, setor produtivo e sociedade civil. O plano prevê modernização das regras ambientais e climáticas, ampliação do uso de dados e tecnologia e medidas para fortalecer a adaptação dos territórios e a resposta a eventos extremos.
Juliana Brizola (PDT) defende transformar a Defesa Civil em política permanente de prevenção e gestão dos riscos climáticos. Entre as propostas estão ampliar a pesquisa, a previsão meteorológica e o monitoramento de rios; criar alertas precoces nas bacias hídricas; profissionalizar a equipe técnica; e apoiar os 497 municípios na elaboração de planos de contingência e evacuação, na realização de simulados e no mapeamento de áreas.








