São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Política

Planos para o agro gaúcho incluem irrigação, crédito e reforma agrária

Candidatos apresentam propostas que vão de políticas para agricultura familiar a seguro rural, pesquisa, armazenagem e industrialização.

Planos para o agro gaúcho incluem irrigação, crédito e reforma agrária

Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul apresentam propostas distintas para enfrentar os problemas da agropecuária no estado. Entre as medidas defendidas estão a criação de políticas permanentes de crédito e seguro rural, a ampliação da irrigação, o fortalecimento da agricultura familiar e ações de reforma agrária.

A produção gaúcha é afetada por uma sequência de estiagens e grandes cheias. O endividamento dos produtores ameaça a viabilidade do próximo plantio, enquanto os efeitos da catástrofe ambiental de 2024 sobre a estrutura do solo aumentam a necessidade de recursos para recuperação. Agricultores também defendem medidas preventivas, como apoio à irrigação em diferentes culturas.

Reforma agrária e agricultura familiar

Priscila Voigt (UP) propõe reforma agrária popular, redistribuição de terras, fortalecimento da agricultura familiar e investimento na pequena produção. O plano inclui desapropriação e titulação de terras para camponeses pobres, além da criação de mercados para a venda de alimentos a preços reduzidos. A candidata também defende o fim de isenções e benefícios fiscais para latifundiários do agronegócio. A proposta cita o combate à fome que atinge 1,7 milhão de pessoas no estado.

Rejane de Oliveira (PSTU) defende uma reforma agrária sob controle dos trabalhadores e o redirecionamento de crédito público, subsídios, assistência técnica, pesquisa e compras para a agricultura familiar. Entre as medidas está o fornecimento de insumos para a merenda escolar diretamente pela produção camponesa e familiar. Ela também propõe a expropriação, sem indenização, de fazendas do agronegócio envolvidas em invasões, crimes ambientais ou exploração de trabalho análogo à escravidão.

César Pontes (PCO) propõe o assentamento imediato de milhões de sem-terra acampados no país, a demarcação e a posse de terras para indígenas das retomadas e a expulsão de latifundiários que invadiram terras indígenas. Sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O plano também inclui ocupação de latifúndios e direito de autodefesa e armamento para trabalhadores do campo e indígenas.

Crédito, tecnologia e produtividade

Gabriel Souza (MDB) propõe um planejamento estratégico de médio e longo prazo e a criação do Plano Safra Gaúcho como política agrícola permanente. A iniciativa reuniria crédito, seguro rural, irrigação, assistência técnica e incentivos produtivos. O candidato também defende a industrialização e a verticalização da produção, o fortalecimento de cooperativas e agroindústrias familiares e a ampliação da irrigação e do manejo do solo.

Juliana Brizola (PDT) prioriza a recuperação da capacidade de planejamento, defesa agropecuária, fomento e inteligência econômica da Secretaria da Agricultura. O plano prevê o fortalecimento da pesquisa estadual e do Irga, além de ações voltadas à resiliência climática, conservação do solo e da água, genética, bioinsumos e diversificação produtiva. Ela também propõe estimular a agroindustrialização e a agroenergia, com agregação de valor à soja, à canola e a outros grãos.

Luciano Zucco (PL) lista medidas para aumentar a produtividade e a renda no campo, ampliar a segurança hídrica, criar uma política estadual de seguro rural e expandir crédito, garantias e recuperação produtiva. A proposta inclui reforço da assistência técnica e da gestão rural, apoio à agroindústria familiar, ampliação da armazenagem, fortalecimento de cooperativas e gestão da política agropecuária por resultados.

Marcelo Maranata (PSDB) defende um programa estadual de irrigação por bacias e microrregiões, além de maior reservação de água com licenciamento e planejamento hídrico. O candidato propõe fortalecer a assistência técnica para pequenos e médios produtores, modernizar a defesa sanitária, apoiar biotecnologia, melhoramento genético e agricultura de precisão, e ampliar o seguro rural e os instrumentos de gestão de risco.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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