LONDRINA — O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (16/9) o afastamento e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estejam envolvidos no escândalo do Banco Master. A declaração foi feita durante um encontro com apoiadores em Londrina, no Paraná.
Santos afirmou que o próximo presidente deverá ter liberdade para pressionar o Senado e a população pelo afastamento dos ministros. Ele também defendeu que futuras indicações ao STF sejam baseadas em reputação ilibada, e não em pessoas que, segundo ele, façam negócios na Corte.
O candidato voltou a propor uma reforma do Judiciário para reduzir os poderes do STF. Entre as medidas citadas estão critérios mais rígidos para a escolha de ministros e a limitação das decisões monocráticas.
Relação com o Senado
Santos também defendeu a retomada de um sistema de fiscalização entre os Poderes, que chamou de “sistema de peso e contrapeso”. Pela proposta, o Senado poderia fiscalizar o STF sem receio de retaliação, porque, de acordo com o candidato, a Corte hoje concentra processos relacionados aos senadores.
As declarações ocorreram após o julgamento do STF na terça-feira, 15, sobre a abertura de uma investigação a respeito das relações do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Em uma transmissão ao vivo com o coordenador econômico de sua campanha, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), Renan Santos classificou como “horrorosa” a situação no STF e chamou o presidente da Corte, Edson Fachin, de “fraco”.








